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Agência Internacional de Energia Atômica adota resolução contra Irã

AIEA adota resolução crítica ao Irã
AIEA adota resolução crítica ao Irã AP - Ronald Zak
Texto por: RFI
3 min

Os representantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) adotaram nesta sexta-feira(19) uma resolução pedindo ao Irã que cessasse de bloquear o acesso a duas de suas usinas nucleares. A suspeita é que elas produzam mais urânio do que prevê o acordo assinado em Viena, em 2015.

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Desde o início do ano, a agência já publicou dois relatórios criticando o Irã por não responder às questões sobre as atividades desenvolvidas em três usinas ao longo dos últimos 20 anos e antes da assinatura do acordo de Viena, abandonado pelos Estados Unidos em 2017. A ONU afirma que os inspetores tiveram recentemente o acesso negado a dois locais suspeitos de realizarem atividades nucleares clandestinas nos anos 2000.

A resolução adotada nesta sexta-feira (19) foi redigida pela Alemanha, a França e a Grã-Bretanha, os três países europeus signatários do acordo de Viena. A China se opôs ao texto, que pede ao governo iraniano que coopere totalmente com a agência. 

Os serviços de informação norte-americanos e israelenses e a AIEA suspeitam que o Irã esteja por trás de um programa de armamento nuclear secreto, que foi interrompido em 2003, bem antes da assinatura do acordo. Teerã nega a existência desse programa e afirma que nunca tentou enriquecer urânio a alto teor para desenvolver a bomba atômica.

O acordo proíbe o enriquecimento de urânio a uma taxa superior ao limite de 3,67%, o que não estaria mais sendo respeitado. O país também ultrapassou o limite de 300 quilogramas imposto a seus estoques de urânio menos enriquecido.

Saída dos EUA mudou atitude do Irã

O Irã começou a desrespeitar as disposições previstas no acordo de Viena depois da retirada unilateral dos Estados Unidos e o reestabelecimento das sanções econômicas contra o regime iraniano, decretadas pelo presidente americano Donald Trump em 2018.

Nesta sexta-feira, os chefes da diplomacia alemã, francesa e britânica devem discutir a estratégia europeia para os próximos meses, em relação à questão nuclear iraniana. O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, deve falar sobre o apoio dos países europeus à AIEA e sobre a expectativa de que o Irã coopere com a agência, segundo o Ministério.

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