Acessar o conteúdo principal

OMS enviará missão à China para investigar origem do coronavírus

Fila de espera para os testes de diagnóstico da Covid-19.
Fila de espera para os testes de diagnóstico da Covid-19. NICOLAS ASFOURI / AFP
Texto por: RFI
2 min

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deve enviar na próxima semana uma equipe à China para determinar a origem do novo coronavírus. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29) pelo diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Publicidade

A missão foi confirmada pelo representante da OMS durante uma coletiva de imprensa. Segundo Ghebreyesus ,"nós poderemos combater melhor esse vírus quando soubermos tudo a respeito dele. Enviaremos uma equipe na semana que vem para a China", declarou. "Esperamos dessa maneira entender como tudo começou e o que podemos fazer no futuro para nos prepararmos a uma outra situação como essa", disse.

Tedros não especificou a composição da equipe ou em que consistirá a missão. Os cientistas acreditam que o coronavírus, que já matou mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo e infectou mais de 10 milhões, passou de um animal para o homem. O vírus surgiu na China no final do ano passado, possivelmente no mercado da cidade de Wuhan, que vendia animais selvagens como alimento.

O trabalho dos pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan demonstrou que a sequência do genoma do novo coronavírus é similar à da Sras, que originou uma epidemia em 2002 e 2003, e 96% geneticamente semelhante ao de um coronavírus encontrado no morcego.

A grande maioria dos pesquisadores acredita que o novo coronavírus vem sem dúvida vem do morcego, mas passou antes por uma outra espécie ainda desconhecida, antes de ser transmitida para o homem. É esse peça do quebra-cabeça que a comunidade científica internacional e a OMS esperam descobrir para compreender melhor o que aconteceu e evitar novas epidemias.

Sucesso da vacina ainda não é garantido

O diretor-executivo da OMS, Mike Ryan, encarregado da gestão de situações de emergência sanitária, elogiou os progressos realizados na busca por uma vacina contra a Covid-19. Ele lembrou, entretanto, que seu sucesso não é garantido. Hoje a Organização lembrou que a pandemia estava "longe de ter acabado" e está se acelerando, por isso é necessário que o mundo se una para obter uma vacina. 

"Amanhã, seis meses terão se passado desde que recebemos os primeiros relatórios sobre casos de pneumonia de origem desconhecida na China. Queremos que tudo isso acabe, mas a triste realidade é que tudo isso não vai acabar tão cedo", declarou Ghebreyesus.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.