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Covid-19: profissionais da saúde estão desprotegidos, afirma Anistia Internacional

Profissionais de saúde manifestam em França protestando contra as condições de trabalho e pedindo melhorias salariais.
Profissionais de saúde manifestam em França protestando contra as condições de trabalho e pedindo melhorias salariais. © AFP - ANNE-CHRISTINE POUJOULAT
Texto por: RFI
2 min

A organização internacional publicou um relatório nesta segunda-feira (13) que aponta negligência das autoridades na proteção de médicos, enfermeiros e assistentes, que colocam a própria vida em risco para tratar os pacientes contaminados pela Covid-19.

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O relatório “Covid-19, os profissionais da saúde reduzidos ao silêncio”, publicado nesta segunda-feira, se baseia em dados obtidos em 63 países. Desde o início da epidemia, em dezembro, cerca de 3.000 deles morreram, afirma o documento. Esse número, acreditam os pesquisadores, é subestimado.

Por isso a Anistia Internacional pede que os profissionais, além da proteção, sejam mais ouvidos em suas reivindicações. “Eles são submetidos a condições de trabalho perigosas: falta equipamentos de proteção e formação para se prevenir contra a infecção”, disse a representante da Anistia Internacional, Mathilde Brouzes, à jornalista da RFI Cécile da Costa.

Prisões arbitrárias

Em alguns casos, os profissionais tiveram até mesmo que adquirir o material por conta própria ou improvisar, usando sacos de lixo ou impermeáveis. Em pelo menos 31 países, houve movimentos de paralisação em protesto contra as condições de trabalho precárias.

Em alguns países, diz Brouzes, médicos e enfermeiras são até mesmo estigmatizados e sofrem ameaças. “É o caso do Egito, onde os profissionais da saúde foram tratados como heróis. Paralelamente, aqueles que denunciaram as falhas do sistema durante a crise foram alvo de represálias das autoridades. Oito deles foram indiciados, condenados e detidos arbitrariamente”, denuncia.  Na Rússia, muitos deles sofreram medidas disciplinares ou foram demitidos.

Os profissionais também foram estigmatizados por parte da população que temia o contágio e os considerava como vetores da doença. Houve casos de agressão e de problemas no acesso à moradia. Para a Anistia Internacional, “é preciso fazer uma investigação independente sobre a maneira como a crise foi gerenciada. E, sobretudo, consultar os profissionais da saúde sobre a melhor resposta a uma próxima crise desse porte. ”

 

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