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UE ameaça retaliar China após adoção de lei de segurança em Hong Kong

Fotos de pessoas desaparecidas, presas pela polícia chinesa, expostas em Hong Kong
Fotos de pessoas desaparecidas, presas pela polícia chinesa, expostas em Hong Kong © AFP
Texto por: RFI
2 min

A União Europeia (UE) vai coordenar medidas para apoiar a população de Hong Kong e alertou que a aplicação da lei de segurança imposta por Pequim à antiga colônia britânica "terá um impacto" em suas relações com a China. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13) por Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia.

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"A União Europeia desenvolverá uma resposta coordenada em apoio à autonomia de Hong Kong", disse  Borrell após uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas, a primeira em quatro meses. Ele citou vistos e bolsas para permitir que os moradores de Kong Kong viajem para a UE, além de restrições à exportação de armas para as forças de segurança.

"Adotamos hoje duas mensagens, uma de apoio à autonomia e às liberdades fundamentais de Hong Kong e outra, para a China, de que as medidas terão um impacto em nossas relações", afirmou o chefe da diplomacia europeia.

"Hoje, com a França, propusemos adotar uma posição europeia sobre como trataremos Hong Kong no futuro quando a lei de segurança for aplicada", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE desde 1º de julho.

O chanceler francês, Jean-Yves le Drian, não fez declarações nesta segunda-feira, mas havia anunciado na quarta-feira passada a determinação da França em reagir. "Estamos considerando medidas que irei divulgar quando chegar a hora", declarou.  "Deverá ter um impacto nas exportações de armas, por exemplo, incluindo as de uso duplo (civil e militar). Consideramos lógico tratar Hong Kong da mesma maneira que a China continental", que já é atingida por esse tipo de medida, insistiu Heiko Maas.

Facilitar entrada de chineses de Hong Kong na UE

O ministro alemão pediu uma "facilitação da entrada de chineses de Hong Kong na Europa" e "apoio ao trabalho de cientistas, pesquisadores, jornalistas e artistas que enfrentam problemas através de programas de bolsas e a um acesso mais fácil". A UE também precisa decidir sobre uma modificação dos acordos de extradição, de acordo com a autoridade alemã, que também mencionou assistência jurídica mútua.

"Acredito que todos os Estados membros da União Europeia já estejam pensando nisso", afirmou. "Estamos determinados a passar das palavras para a ação", disse ele. A lei de segurança nacional imposta a Hong Kong pelo regime comunista de Pequim visa reprimir a subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, em resposta ao movimento de contestação lançado no ano passado contra o governo central na ex-colônia britânica.

 (Com informações da AFP)

 

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