França não está na segunda onda do coronavírus, afirma ministro da Saúde

O ministro frnacês Olivier Véran, em 21 de julho de 2020.
O ministro frnacês Olivier Véran, em 21 de julho de 2020. Bertrand Guay/Reuters

Em entrevista ao canal de TV LCI, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, declarou nesta quarta-feira (29) que o país ainda enfrenta a epidemia que começou entre fevereiro e março deste ano na França.

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Segundo o ministro, a Covid-19 avança "mais ou menos silenciosamente, em função das regiões e cidades". A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre a alta dos casos confirmados nos últimos dias na França. Nas últimas 24 horas, o país registrou nove mortes nos hospitais e 514 novos casos. O aumento do número de contaminações desde o fim do confinamento é de cerca de 55%.

A alta é atribuída ao desrespeito às medidas de proteção - como distanciamento físico e uso de máscaras - dificilmente aplicadas pelos mais jovens, que apostam na baixa probabilidade de desenvolver uma forma grave da doença. "Quando nos sentimos invulneráveis, nos arriscamos mais", disse Véran a respeito do relaxamento dos gestos de proteção e do distanciamento social durante o verão.

O ministro da Saúde francês lembrou que cerca de 500.000 mil testes são realizados por semana e que o número de diagnósticos positivos passou de 1,1 para 1,3% para cada 100 testes realizados.

A ideia continua sendo evitar um novo lockdown a qualquer preço. "Observamos os casos pontualmente. Não queremos confinar novamente, mas a guerra não acabou", reiterou.

França quer evitar fechar fronteiras europeias

O secretário de Estado encarregado dos Assuntos Europeus, Clément Beaune, em entrevista à rádio France Inter nesta quarta-feira também descartou a possibilidade do fechamento das fronteiras com vizinhos europeus, apesar do aumento de casos em países como a Espanha, por exemplo. "Medidas mais rígidas, de fechamento total, devem ser evitadas o máximo possível dentro da Europa e do espaço Schengen, e só podem ser aplicadas em último caso", disse. 

Diante da aceleração do número de casos em algumas regiões espanholas, a França, a Bélgica e a Alemanha desaconselharam seus cidadãos viagens à Catalunha. Já a Grã-Bretanha impôs uma quarentena de duas semanas aos viajantes qie chegarem da Espanha. O objetivo dessas decisões pontuais é justamente evitar um novo fechamento das fronteiras como ocorreu em março, durante o confinamento.

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