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Com programa reduzido e medidas sanitárias, começa na Áustria a 100ª edição do Festival de Salzburgo

Atriz Caroline Peters (centro) durante ensaio do drama de Hugo Von Hofmannsthal "Jedermann" (Everyman) no festival de Salzburgo, Áustria, em 29 de julho de 2020. REUTERS / Leonhard Foeger
Atriz Caroline Peters (centro) durante ensaio do drama de Hugo Von Hofmannsthal "Jedermann" (Everyman) no festival de Salzburgo, Áustria, em 29 de julho de 2020. REUTERS / Leonhard Foeger REUTERS - LEONHARD FOEGER
Texto por: RFI
2 min

Na terra da Mozart, um festival centenário resiste ao coronavírus e celebra a ópera, o teatro e a música há 100 anos. Enquanto muitas salas de concertos permanecem fechadas em todo o mundo, o Festival de Salzburgo, um dos eventos mais prestigiados do verão europeu, começou neste fim de semana na Áustria, sob medidas rigorosas de segurança contra a Covid-19.

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Os organizadores do festival anual haviam planejado a princípio um programa de 200 eventos para esta edição número 100, com um elenco de primeira categoria. Mas foram obrigados a cancelar muitos dos concertos, óperas e peças de teatro, devido à pandemia de Covid-19 e, em vez disso, planejar um programa bem mais reduzido. Neste ano, 80.000 entradas foram colocadas à venda, muito abaixo das 230.000 habituais.

O festival, que dura um mês, começou no sábado (1°) com a ópera "Elektra" de Richard Strauss, encenado pelo polonês Krzysztof Warlikowski, e a peça "Everyman", realizada todos os anos desde o início do evento.

A peça deveria ser apresentada ao ar livre na Praça da Catedral de Salzburgo, mas uma tempestade a obrigou a ser executada em ambientes fechados, com espectadores usando máscaras e lutando para manter as distâncias de segurança, de acordo com a imprensa local.

Ingresso personalizado para rastrear em caso de contaminação

Os organizadores prometeram respeitar medidas sanitárias rigorosas para esta versão light do festival – 110 shows estão agendados para agosto, contra 200 inicialmente. Os 80.000 ingressos vendidos são personalizados para permitir o rastreamento de contatos em caso de contaminação.

Os espectadores devem usar uma máscara até estarem sentados, e não haverá intervalo ou serviço de restaurante e bebidas. Os artistas que não conseguem manter uma distância de pelo menos um metro de seus colegas, como músicos de orquestra, devem passar por testes regulares para o coronavírus.

O programa inclui a primeira apresentação de uma peça do ganhador do Prêmio Nobel da Áustria, Peter Handke, e a ópera "Cosi fan tutte", de Mozart, dirigida pelo alemão Christof Loy.

A Áustria foi relativamente poupada pela pandemia, com cerca de 21.000 casos registrados oficialmente e cerca de 700 mortes. Mas a contaminação tem aumentado nas últimas semanas desde a flexibilização da maioria das severas restrições impostas na primavera.

Muitas contaminações foram recentemente detectadas em torno do pitoresco lago Wolfgang, a menos de 50 km de Salzburgo. Mas as autoridades garantem que a epidemia está sob controle no país de quase nove milhões de habitantes.

Com informações da AFP

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