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Bloqueio/Faixa de Gaza

Israel afirma que fim parcial do bloqueio a Gaza pode enfraquecer Hamas

Caminhões carregados de frutas e verduras atravessam posto de controle israelense no sul da Faixa de Gaza.
Caminhões carregados de frutas e verduras atravessam posto de controle israelense no sul da Faixa de Gaza. ©Reuters
Texto por: RFI
3 min

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou, nesta segunda-feira, que a flexibilização do bloqueio à Faixa de Gaza, que autoriza a entrada de mercadorias de uso civil na região, vai levar a uma fiscalização mais acirrada dos materiais militares e das atividades do grupo palestino Hamas.

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Segundo Netanyahu, a mudança na política israelense é favorável ao país, pois eliminaria a principal propaganda do Hamas e permitiria o fortalecimento dos laços entre Israel e seus aliados em questões que "realmente preocupam Israel", em uma referência ao programa nuclear iraniano.

No último domingo, Israel anunciou que deixaria entrar em Gaza mercadorias de uso civil, salvo aquelas que podem ser usadas com fins militares, como material de construção. Também continuam proibidos qualquer tipo de armas ou outros bens militares.

Israel autorizará, entretanto, a entrada de quantidades maiores de materiais de construção que serão utilizados em projetos aprovados pela Autoridade Palestina, como escolas, centros médicos ou unidades de purificação de água. A restrição tem como objetivo impedir que o Hamas utilize cimento para construir bunkers ou fabricar foguetes.

Nesta segunda-feira, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que o fim parcial do bloqueio não é suficiente para melhorar a qualidade de vida da população palestina. Abbas exigiu o fim de toda e qualquer restrição à entrada de mercadorias em Gaza.

Mercadorias

As primeiras mercadorias de uso civil autorizadas a entrar na Faixa de Gaza pelo governo de Israel começam a chegar ainda nesta semana à região. Com a medida, os comerciantes de Rafah, na fronteira com o Egito, decidiram liquidar os estoques, temendo uma queda repentina dos preços.

No mercado Al-Najma, no sul da Faixa de Gaza, onde os produtos contrabandeados chegam através de túneis cavados na fronteira com o Egito, os preços já começaram a cair. Os refrigerantes, por exemplo, já estão valendo a metade do preço, apenas um dia depois do anúncio do governo israelense. Segundo o Banco Mundial, os túneis clandestinos são a maior fonte de abastecimento da Faixa de Gaza.

Apesar do anúncio deste domingo, Israel já disse que vai manter o bloqueio marítimo. Mas o governo do Líbano autorizou, nesta segunda, que um dos barcos de ajuda humanitária que pretende furar o bloqueio marítimo em Gaza se dirija a Chipre. O navio Júlia, que passou a ser chamado de Nagi el-Ali, em homenagem a um caricaturista palestino, está atualmente ancorado no porto de Trípoli, onde passa por uma inspeção.

A bordo, estão dezenas de jornalistas libaneses e estrangeiros. No sábado, a representante israelense na ONU disse que o país utilizaria todos os meios possíveis para impedir que os militantes chegassem a Gaza passando pelo Líbano. O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, alertou o Líbano, dizendo que o país seria responsabilizado se houvesse qualquer tipo de confronto violento. 
 

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