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Israel/Flotilha da Liberdade

Comissão israelense inicia inquérito sobre ataque a barcos

A Comissão pública criada pelo governo de Israel para investigar o ataque israelense a barcos que levavam ajuda humanitária a Gaza começou a trabalhar nesta segunda-feira.
A Comissão pública criada pelo governo de Israel para investigar o ataque israelense a barcos que levavam ajuda humanitária a Gaza começou a trabalhar nesta segunda-feira. Reuters
Texto por: Ana Carolina Dani
2 min

A Comissão pública criada pelo governo de Israel para examinar os aspectos jurídicos do ataque da marinha israelense a barcos que levavam ajuda humanitária a Faixa de Gaza se reuniu pela primeira vez nesta segunda-feira. A primeira seção oficial foi destinada a fixar o calendário dos trabalhos e a definir procedimentos.

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A comissão pública foi criada após pressão internacional em protesto ao ataque israelense, no dia 31 de maio, à "Flotilha da Liberdade", que tentou furar o bloqueio imposto por Israel a Gaza. A operação causou a morte de nove militantes pró-palestinos, todos de origem turca.

Porém, o mandato da comissão israelense é limitado. Os dois observadores internacionais que integram o grupo, que tem cinco membros, não têm direito a veto. Além do mais, o juiz aposentado que preside as investigações pode proibir os observadores estrangeiros de ter acesso a documentos ou informações que considere “prejudiciais à segurança nacional ou às relações diplomáticas de Israel".

O grupo deve se limitar a determinar os aspectos jurídicos do bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza e do ataque aos barcos humanitários, que foi realizado em águas internacionais.Serão ouvidos o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, o chefe do estado maior, o general Gaby Ashkenazi, além de outros sete ministros do governo.

As audiências do inquérito poderão ser públicas ou realizadas a portas fechadas. Nenhum documento ou informação poderão ser, mais tarde, utilizados em um processo judicial.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Turquia e a Autoridade Palestina criticaram a comissão do governo de Israel, exigindo a criação de uma comissão independente internacional. Essa proposta foi recusada pelo governo do premiê Benjamin Netanyahu.
 

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