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Israel/Soldado Shalit

Marcha pela libertação do soldado Shalit chega a Jerusalém

Passeata em Tel Aviv para libertação do soldado Shalit .
Passeata em Tel Aviv para libertação do soldado Shalit . Reuters
3 min

A marcha de 12 dias da família do soldado Gilad Shalit, refém do Hamas há quatro anos, chega ao seu destino final nesta quinta-feira, a residência oficial do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém. O premiê continua sua visita oficial aos Estados Unidos. Depois de prometer esforços para retomar as negociações de paz com os palestinos, durante encontro com Barack Obama, Netanyahu discursa hoje num centro de reflexão norte-americano.

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Em Jerusalém, uma grande manifestação deve atrair pelo menos 20 mil pessoas que apoiam uma troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas para libertar o soldado Shalit, sequestrado por milícias palestinas há quatro anos. A família do militar pretende permanecer em uma tenda montada em frente à residência oficial de Netanyahu até que Shalit seja libertado. Além de celebridades israelenses, ministros e parlamentares também devem aderir à marcha em solidariedade à família Shalit, entre eles o ministro do Interior e líder do partido religioso Shas, Eli Yishai. Moradores da parte oriental da cidade que foram expulsos de suas casas no bairro de Sheikh Jarrah também participarão da passeata para demonstrar seu apoio à libertação de prisioneiros palestinos.

Nathalia Watkins, correspondente da RFI em Jerusalém.

Para a sociedade israelense, o caso Shalit representa o valor dado pelo Estado de Israel aos seus soldados, em um país no qual o serviço militar é obrigatório e Shalit passou a simbolizar o filho de cada família israelense. A partir dos 18 anos, os jovens iniciam a vida militar, que dura três anos para homens e dois anos para mulheres. Por essa razão, grande parte da população é a favor da troca e está disposta a aceitar as exigências do Hamas para libertar o soldado.

Gilad Shalit foi sequestrado em junho de 2006, aos 19 anos, em um ataque de milícias palestinas a uma base militar próxima da fronteira com a Faixa de Gaza. As condições de cativeiro do soldado e seu estado de saúde são desconhecidos, uma vez que o Hamas não permitiu que a Cruz Vermelha visite o militar.

Netanyahu promete esforços para retomar negociações de paz

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, continua sua viagem pelos Estados Unidos. Na quarta-feira, ele se reuniu com o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, durante 45 minutos. Os dois discutiram o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, cuja flexibilização foi elogiada por Moon. Moon e Netanyahu também conversaram sobre a retomada do processo de paz com os palestinos e a situação no sul do Líbano. Na tarde desta quinta-feira, Netanyahu discursa em um centro de reflexão norte-americano.

Durante o encontro com o presidente Barack Obama, na terça-feira, o primeiro-ministro de Israel prometeu esforços diplomáticos para iniciar negociações diretas visando a retomada do processo de paz antes do dia 26 de setembro. Nesta data, expira o prazo da moratória do governo israelense que congela a construção de parte dos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Cerca de 300 mil israelenses vivem atualmente em 120 assentamentos na Cisjordânia, e cerca de 200 mil no setor oriental de Jerusalém anexado por israel em junho de 1967.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que vai esperar "sinais concretos" dos israelenses. Os palestinos exigem que as fronteiras do futuro Estado sejam as mesmas de antes da guerra israelo-árabe de junho de 1967 e pedem o controle da segurança na Cisjordânia. As negociações diretas entre as partes em conflito estão suspensas desde a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, em 2008.

Em abril, o emissário norte-americano para o Oriente Médio, George Mitchell, tornou-se mediador do conflito e obteve a retomada das discussões.

Colaborou Nathália Watkins, correspondente da RFI em Jerusalém.

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