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tensão na península coreana

Apesar da ameaça nuclear norte-coreana, EUA e Coreia do Sul fazem manobras militares

Marinheiros norte-americanos se preparam para manobras militares no porta-aviões George Washington.
Marinheiros norte-americanos se preparam para manobras militares no porta-aviões George Washington. REUTERS
Texto por: RFI
2 min

Estados Unidos e Coreia do Sul iniciaram manobras militares conjuntas no mar do Japão a fim de pressionar a Coreia do Norte, acusada de ter naufragado um navio sul-coreano em março. O exercício envolve 8 mil soldados, dezenas de navios, submarinos e aviões de caça.

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A tensão aumenta na península coreana com o início dos exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, a partir deste domingo, no mar do Japão. Washington e Seul programaram quatro dias de manobras militares em grande escala, para fazer pressão sobre a Coreia do Norte, em represália ao naufrágio da corveta sul-coreana Cheonan, em março passado. No sábado, a Coreia do Norte ameaçou recorrer a "poderosa dissuasão nuclear" e a uma "guerra de represálias" caso os exercícios se realizassem. Os Estados Unidos pediram a Pyongyang que pare com a "guerra de palavras".

Um comunicado da agência oficial norte-coreana KCNA, citando a Comissão de Defesa Nacional Norte-coreana, afirma que as manobras militares são "provocações destinadas a sufocar a República Popular Democrática da Coreia do Norte pela força das armas". "As Forças Armadas e o povo norte-coreano vão se opor de maneira legítima ao mais importante exercício de guerra nuclear já organizado pelos Estados Unidos e as forças da marionete sul-coreana", afirma a agência oficial. Na sexta-feira, a Coreia do Norte havia prometido uma "resposta física" à represália anunciada pelos Estados Unidos. 

As provocações e ameaças bélicas entre as partes dominaram a reunião do Fórum Regional sobre Segurança realizado na sexta-feira em Hanói, no Vietnã, com a presença da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e do ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Pak Ui Chun. Com base numa investigação internacional, Washington e Seul atribuem ao regime comunista de Pyongyang a responsabilidade pelo naufrágio da corveta Cheonan. O incidente aconteceu na linha de demarcação marítima intercoreana, no mar Amarelo, provocando a morte de 46 marinheiros sul-coreanos.

No início de julho, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou o ataque sem apontar explicitamente a responsabilidade da Coreia do Norte. Em uma demonstração de força, os Estados Unidos e a Coreia do Sul decidiram, então, programar as manobrar militares que, segundo autoridades sul-coreanas, serão uma série de dez, ao longo dos próximos meses. O primeiro exercício, previsto para terminar no dia 28 de julho, vai mobilizar o porta-aviões George Washington, 200 aviões de caça e 8 mil militares norte-americanos e sul-coreanos.

Na quarta-feira, os Estados Unidos também anunciaram novas sanções econômicas e financeiras contra a Coreia do Norte. O país, considerado um dos mais fechados do mundo, já está submetido a várias sanções devido aos testes nucleares realizados em 2006 e 2009.

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