Iraque

Jornalista iraquiano é assassinado a tiros em Bagdá

Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, a guerra no Iraque é o conflito mais violento para jornalistas desde a segunda Guerra Mundial.
Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, a guerra no Iraque é o conflito mais violento para jornalistas desde a segunda Guerra Mundial.

No Iraque, um das âncoras mais conhecidos do país, o jornalista Ryad al-Saraï, da tevê estatal al-Iraqiya, foi assassinado na manhã desta terça-feira na zona oeste de Bagdá. A ONG Repórteres sem Fronteiras afirma que a guerra no Iraque é o conflito mais violento para jornalistas desde a Segunda Guerra Mundial.

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Homens armados atiraram contra o carro do jornalista enquanto ele dirigia. Policiais informaram que os atiradores usaram armas com silencioso. A polícia desconhece a motivação do crime. O jornalista tinha 35 anos, era também advogado, e apresentava programas políticos na tevê estatal, além de várias emissões religiosas em que tentava aproximar as opiniões de sunitas e xiitas.

A ONG francesa Repórteres sem Fronteiras pediu a abertura de um inquérito para identificar os responsáveis pelo assassinato da âncora iraquiano. Segundo um relatório divulgado hoje pela Organização, a guerra do Iraque é o conflito mais sangrento para a imprensa desde a Segunda Guerra Mundial, com 172 jornalistas assassinados, sendo 87% iraquianos.

"Se a intervenção dos Estados Unidos colocou fim ao regime de Saddam Husseim e permitiu o desenvolvimento dos meios de comunicação iraquianos, o balanço humano da guerra e os anos de violência que sucederam o conflito são simplesmente catastróficos", diz o relatório.
 

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