Bancos centrais/Basileia

Aprovado acordo para triplicar reservas de bancos e evitar nova crise

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, garante que a reforma do setor bancário reduzirá os riscos de futuras crises.
O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, garante que a reforma do setor bancário reduzirá os riscos de futuras crises. Reuters

Reunião na Suíça com representantes de bancos centrais de 27 países fixa regras mais rígidas para o sistema bancário. Acordo nomeado Basileia 3 determina que os bancos mantenham mais capital em reserva para evitar novas turbulências.

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A reforma do setor bancário internacional com regras mais rígidas chamada de Basileia 3, anunciada neste domingo, não vai prejudicar a retomada da economia mundial e deve reforçar suas bases. A declaração foi feita nesta segunda-feira pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet. Ele participou da reunião na Suíça deste domingo junto com representantes de bancos centrais de 27 países.

"As medidas acordadas na cúpula visam fortalecer os bancos e reduzir os riscos de novas turbulências", garantiu Jean-Claude Trichet.

A Basileia 3 determina um aumento das reservas dos bancos de países ricos e em desenvolvimento, estipulado entre 7% e 9% dos ativos. Atualmente, o percentual é de 2%, um índice considerado muito baixo pelos analistas e que foi incapaz de resistir à última crise financeira mundial iniciada em 2008. O objetivo é reduzir os riscos de futuras crises de liquidez ou solvência.

As instituições bancárias terão um prazo de 5 a 10 anos para se adaptar às novas regras.

O acordo é considerado a pedra fundamental das reformas financeiras propostas pelos governos em decorrência da crise de crédito provocada por práticas de risco no sistema bancário. Para entrar em vigor a partir de 2013, a proposta ainda terá que ser aprovada na próxima cúpula de chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte, que reúne os países mais ricos do mundo e os principais emergentes. A reunião está marcada para novembro, na Coreia do Sul.

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, definiu o marco legal como "momento importante na reforma do sistema financeiro".

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