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Celso Amorim abre os debates entre líderes na Assembleia Geral da ONU

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. Reuters

Começou nesta quinta-feira a série anual de debates entre os líderes internacionais na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O Brasil, que por tradição abre as discussões, é representado este ano pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

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O ministro fez seu pronunciamento em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na semana passada cancelou a viagem à sede das Nações Unidas para não deixar o Brasil na reta final das eleições. Depois de lembrar que o Brasil cumpriu quase todas as Metas do Milênio, Amorim enalteceu a política externa brasileira e criticou os países ricos, um mês e meio antes do próximo G20, em 11 e 12 de novembro, na Coreia do Sul.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim

Nesta quarta-feira, Celso Amorim reuniu-se com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Os assuntos tratados não foram divulgados, mas, segundo o chanceler, « sempre há muito o que conversar com o Irã ». O Brasil tentou negociar neste ano, com o apoio da Turquia, para que o Irã não recebesse sanções da ONU, mas não teve sucesso.

O encontro de Amorim com o líder iraniano aconteceu em paralelo à Cupula da ONU para a revisão das Metas do Milênio.

Nessa quarta-feira, foi realizado um encontro do grupo dos P5 + 1, formado pelos países que têm cadeira fixa no Conselho de Segurança – Reino Unido, Estados Unidos, França, Rússia e China, mais a Alemanha. Os países manifestaram a disponibilidade para a retomada de negociações com o Irã e declararam que o objetivo é chegar a uma solução global para restaurar a confiança internacional na natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear do Irã.

Em discurso na Cúpula das Metas do Milênio, o presidente americano, Barack Obama, anunciou uma nova política de ajuda aos países mais pobres e disse que quer encorajar o desenvolvimento sustentável. Em vez de perpetuar a dependência, quer ajudar a criar condições para que a assistência deixe de ser necessária.

Entre as estratégias, Obama destacou que será dado enfoque a uma maior coordenação com os doadores, e vai ser feita uma avaliação mais rigorosa para dizer se a ajuda concedida é eficiente ou não. Outro pilar será investir em inovação.

A ONU anunciou neste último dia de Cúpula um fundo de 40 bilhões de dólares para ajudar a melhorar a saúde das mulheres e crianças do mundo e, como consequência, diminuir a pobreza e a fome.

Colaboração da correspondente da RFI em Nova Iorque, Cleide Klock.

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