China/Japão

Crise entre China e Japão tem novo capítulo

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, exige desculpas do Japão
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, exige desculpas do Japão Reuters

A crise diplomática entre China e Japão, iniciada com um acidente com um pesqueiro chinês no dia 7 de setembro, teve novos desdobramentos nessa segunda-feira.  

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O porta-voz do governo japonês exigiu hoje que a China pague uma indenização pelos danos causados pela colisão de um barco pesqueiro chinês com duas barcas da Guarda Costeira japonesa, no último dia 7 de setembro. O acidente aconteceu em águas disputadas pelos dois países, perto de algumas ilhas no Mar da China Oriental.

Em retaliação, logo depois da colisão, o Japão deteve o capitão do pesqueiro chinês, Zhang Qixiong. O ato, considerado "hostil" e "ilegal" pelas autoridades chinesas, levou ao corte temporário das relações ministeriais e embargos comerciais por parte da China.

Após vários protestos, Zhang foi libertado no dia 24. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, exige desculpas do Japão e uma indenização pelo período de detenção do capitão; hipótese que já foi descartada pelo premiê japonês, Naoto Kan. Depois de liberado, o capitão disse que voltará a trabalhar perto das ilhas de Senkaku, pequeno arquipélago controlado por Tóquio, mas reivindicado por Pequim. Estima-se que essas ilhas contenham ricas reservas de gás e petróleo.

A crise diplomática sino-japonesa já atinge os negócios bilaterais. Segundo grupos de hotelaria japoneses, vários operadores de turismo chineses anularam as viagens previstas para o país para protestar contra a detenção do capitão chinês. Uma má notiícia para o Japão que, nesses tempos de crise, espera atrair 10 milhões de turistas neste ano; desse total, a maioria vem da China.

 

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