Afeganistão

Talibãs negam que estejam discutindo entrega de armas

O  General David Petraeus, durante a visita surpresa do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, 2 de setembro 2010.
O General David Petraeus, durante a visita surpresa do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, 2 de setembro 2010.

O comando dos rebeldes talibãs no Afeganistão negou, nesta terça-feira, que combatentes ligados ao movimento islâmico extremista tenham iniciado discussões com o governo do presidente Hamid Karzai e com as forças internacionais da OTAN com o objetivo de abandonar a luta armada.

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Mais cedo, o comandante das forças internacionais no Afeganistão, general norte-americano David Petraeus, havia afirmado que cerca de 20 pequenos grupos ligados aos talibãs haviam iniciado contatos para entregar as armas.

"Trata-se de um primeiro passo. Acho que não podemos ainda falar em negociações, mas sim em início de discussões”, afirmou em uma entrevista concedida à agência France Presse.

As afirmações de Petraeus foram imediatamente desmentidas pelos talibãs. Um porta-voz do movimento disse que as declarações não tinham "nenhum fundamento".

“Ele (o general David Petraeus) procura melhorar a autoestima com falsas declarações. Nenhum de nossos combatentes aceitaria negociar com os invasores estrangeiros ou com seus fantoches”, afirmou Zabinullah Mujahid, em uma referência velada ao governo afegão.

O porta-voz voltou a afirmar que os talibãs não vão iniciar nenhum tipo de negociação com o governo de Hamid Karzai enquanto as tropas estrangeiras não deixarem completamente o país.

O governo afegão anunciou recentemente um programa de reconciliação para os rebeldes talibãs, prometendo trabalho e dinheiro para os militantes que decidirem entregar as armas. O programa, de cerca de 200 milhões de dólares, deve ser financiado pela comunidade internacional. 
 

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