Conferência da ONU/Nagóia

Brasil defende mais recursos para preservar diversidade biológica

Acontece em Nagóia, Japão a 10ª conferência sobre biodiversidade, a COP 10.
Acontece em Nagóia, Japão a 10ª conferência sobre biodiversidade, a COP 10. Reuters

A conferência de Nagóia é o ponto culminante do ano internacional da biodiversidade organizado pelas Nações Unidas. Os 193 países participantes discutem como frear a erosão das espécies animais e vegetais, o "tecido vivo do planeta".

Publicidade

Os 193 países que participam do encontro em Nagóia, no Japão, assinaram a Convenção sobre a Diversidade Biológica da ONU. Mas desde a assinatura do tratado, em 1992, durante a Eco-92, no Rio de Janeiro, os esforços para lutar contra a destruição das espécies animais e vegetais vitais para a sobrevivência da humanidade não foram suficientes. As riquezas naturais estão desaparecendo a um ritmo alarmante, sem precedente desde a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos. "Nós estamos destruindo a vida na terra", alertou na abertura da conferência Achim Steiner, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que organiza o encontro.

Uma espécie de anfíbios em três, uma de pássaro em oito, mais de um mamífero em cinco e mais de uma espécie conífera em quatro estão ameaçadas de extinção. Segundo um estudo publicado este mês pela ONU, a destruição da biodiversidade pelo homem em 2008 provocou US$ 6,6 trilhões de prejuízo, isto é, 11% do PIB mundial. Na mesa de negociações em Nagóia estão três assuntos básicos.

Primeiro, os participantes devem fixar novos objetivos para frear a destruição de espécies até o ano de 2020. Segundo, eles devem chegar a um acordo internacional sobre as condições de acesso e distribuição dos benefícios de exploração de recursos biológicos pelas indústrias dos países desenvolvidos. Sobre esse ponto, países como Brasil, Colômbia ou Índia reivindicam uma divisão justa dos lucros obtidos com as riquezas naturais extraídas dos ecossistemas que abrigam. E por último, a Conferência de Nagóia sobre a biodiversidade, que acontece até o dia 29 de outubro, deve esboçar a evolução da ajuda aos países mais pobres para proteger seus recursos naturais.

Oliver Hillel, membro do secretariado da Convenção da ONU

O Brasil vê na biodiversidade um ativo econômico, explica Oliver Hillel, membro do secretariado da Convenção sobre a Diversidade Biológica da ONU. O especialista conta que o Brasil tenta ligar o plano estratégico de defesa da biodiversidade, para os próximos dez anos, com a aprovação de um quadro de recursos dos países desenvolvidos, que permita a concretização do projeto. 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.