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ONU critica baixa representatividade de mulheres na política

Algumas das atuais chefes de governo: Doris Leuthard (Suiça), Angela Merkel(Alemanha), Tarja Halonen(Filândia), Mary McAleese(Irlanda), Ellen Johnson Sirleaf( Libéria), Gloria Macapagal-Arroyo(Filipinas).
Algumas das atuais chefes de governo: Doris Leuthard (Suiça), Angela Merkel(Alemanha), Tarja Halonen(Filândia), Mary McAleese(Irlanda), Ellen Johnson Sirleaf( Libéria), Gloria Macapagal-Arroyo(Filipinas). RFI

A presença das mulheres na política é tema de um relatório publicado nesta quarta-feira pelas Nações Unidas. 192 países foram pesquisados e segundo os dados revelados, se a candidata do PT Dilma Rousseff for eleita, ela será a 19ª mulher a liderar um governo nos dias de hoje.

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O relatório da ONU intitulado "As Mulheres no Mundo em 2010" constata a presença ainda rara das mulheres na liderança de governos. No ano passado, havia apenas sete mulheres ocupando funções de chefe de Estado contra 143 homens, segundo a ONU, e 11 mulheres na chefia de governos de um total de 192 países.

A representatividade das mulheres na política também continua baixa no plano parlamentar, revelando o enorme desequilíbrio em relação aos homens. Somente em 23 países o percentual de deputadas ou senadoras atinge a marca de 30%.

Essa desigualdade na vida política reflete a mesma realidade do universo empresarial. Entre as 500 maiores empresas do mundo, no ano passado, apenas 13 eram dirigidas por mulheres. Os salários continuam discrepantes. As mulheres ganham de 70% a 90% do salário médio dos homens.

Avanços

Um dado positivo revelado pelo relatório da ONU é a evolução da escolaridade entre as meninas. A taxa de escolarização de meninas na escola primária passou de 79% para 86%, no período de 1999 a 2007. Na África, porém, a situação continua crítica: cerca de 60% das meninas com idade para frequentar a escola primária estão fora do sistema escolar.

O relatório da ONU também aborda a questão da violência contra a mulher. A taxa de mulheres agredidas fisicamente pelo menos uma vez em suas vidas varia de 12% a 59%, de acordo com o local onde elas vivem.
 

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