G20/Coreia do Sul

Guerra cambial provoca acusações entre ricos e emergentes antes de reunião do G20

Países ricos e emergentes se acusam mutualmente de manipular as taxas de câmbio de suas moedas.
Países ricos e emergentes se acusam mutualmente de manipular as taxas de câmbio de suas moedas. Reuters

As vésperas da reunião de ministros da Economia do G20 na Coreia do Sul, que acontece na sexta-feira e no sábado, a guerra cambial, na qual os principais países ricos e emergentes se acusam mutualmente de manipular as taxas de câmbio de suas moedas, continua no centro das discussões.

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Em uma entrevista publicada nesta quinta-feira no Wall Street Journal, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que os Estados Unidos vão defender no encontro a criação de normas mais restritas para as operações de câmbio, com o objetivo de reequilibrar a economia mundial.

Geithner afirmou novamente que não vê o risco de uma guerra cambial. O alerta havia sido feito em setembro pelo ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega.

Apesar do tom tranquilizador utiizado pelo secretário de norte-americano, ainda existe tensão entre China e Estados Unidos, que acusam o país asiático de desvalorizar sua moeda para conquistar mercados no exterior.

Posição clara

Os ministros da economia do G20 devem prometer que não farão desvalorizações competitivas de suas moedas, segundo a agência de notícias Dow Jones, que teve acesso a um primeiro esboço do comunicado que será publicado ao fim do encontro na Coreia do Sul.

Segundo Dow Jones, esse esboço de declaração sugere que os países do G20 vão adotar uma posição clara contra a guerra cambial. O texto indica também que o G20 vai minimizar os efeitos adversos de uma volatilidade excessiva e de movimentos desordenados nas taxas de câmbio. Mas a agência Dow Jones lembra que a declaração final pode ser muito diferente desse esboço de comunicado.

O presidente Luís Inacio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira em Brasília que os países reunidos na cúpula do G20 nos dias 11 e 12 de novembro deverão encontrar uma solução definitiva para a guerra cambial - expressão utilizada pela primeira vez pelo ministro Guido Mantega.

Apesar do interesse pelo tema, o ministro brasileiro da Fazenda não vai participar da reunião preparatória que começa amanhã na Coreia do Sul.

 

 

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