G20/Coreia do Sul

Clima tenso sobre "guerra cambial" marca início do G20

O presidente sul-coreano Lee Myung-bak recebe o presidente Lula e a presidente eleita  Dilma Roussef, para jantar de abertura do G20, em Seul.
O presidente sul-coreano Lee Myung-bak recebe o presidente Lula e a presidente eleita Dilma Roussef, para jantar de abertura do G20, em Seul. Reuters

O primeiro dia da reunião do G20 em Seul, na Coreia do Sul, que reúne líderes das 20 maiores economias do mundo, foi aberto nesta noite com um jantar para 150 convidados, que teve a participação do presidente Lula, da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, além do líder americano Barack Obama e do presidente chinês Hu Jintao. Discussões prévias foram marcadas por divergências em relação às propostas para relançar a economia mundial.

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Com colaboração de Fernando Duarte, corresponde do jornal O Globo, especial para a RFI, de Seul,

O 5° encontro dos países que compõe o G20 ( grupo que reúne as principais economias do mundo) até começou com um jantar de confraternização, no Museu Nacional da Coreia do Sul, mas as reuniões desta sexta-feira se anunciam tensas.

Questões como a política de desvalorização cambial dos Estados Unidos e da China e os pacotes de austeridade lançados por países como França e Alemanha resultam em trocas de acusações entre os líderes, em um momento em que ainda não exite um consenso sobre a melhor forma de equilibrar a economia mundial.

O Brasil chega a Seul reivindicando compromissos nas políticas cambiais e que seria uma foram de criar um ambiente mais justo no comércio internacional. As desvalorizações artificiais do dólar e do yuan (moeda chinesa) têm prejudicado a competitividade das exportações brasileiras. Seul marca a última aparição do presidente Lula nos encontros do G20 como chefe de estado do Brasil, cargo que ele deixa no dia 31 de dezembro. Durante o jantar oficial, Lula apresentou sua sucessora, a presidente eleita Dilma Roussef. Ems eu discurso, Lula pediu que o G20 atue com a mesma determinação conjunta demonstrada durante a crise financeira que teve início em 2008, quando o sistema financeira esstava praticamente falido.

Dilma

A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, criticou mais cedo o que ela chamou de "política de desvalorização do dólar". Ela disse isso é prejudicial para todos os países, pois o ajuste da economia americana é feita às custas de outras economias.
 

" Acredito que essa situação provoca um protecionismo camuflado", declarou Dilma a jornalistas brasileiros depois de dado uma volta em Seul. Sem dar detalhes, a presidente eleita do Brasil disse que o governo deverá implanter medidas para conter a valorização do real. “Creio que vamos estudar cuidadosamente (a situação) e tomar as medidas necessárias”, disse Dilma.

As medidas adotadas pelos Estados Unidos e pela China, que provocaram a desvalorização de suas moedas, são um dos temas principais do encontro em Seul. Apesar das acusações, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, garantiu nesta quinta-feira que seu país não busca desvalorizar o dólar para sustentar sua economia e ganhar vantagem competitividade no mercado.

 

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