Oriente Médio

Israel estuda nova moratória de colonização na Cisjordânia

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Reuters

O governo de Israel está analisando a proposta dos Estados Unidos de suspender por 90 dias as construções de assentamentos judaicos na Cisjordânia, um recurso para tentar salvar as negociações de paz com a Autoridade Palestina. Em troca, os americanos oferecem um generoso pacote de medidas de apoio político e militar a Israel.  

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Nathalia Watkins, correspondente da RFI em Tel Aviv

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apresentou ao seu gabinete de ministros o pacote de incentivos oferecido pelos Estados Unidos para que Israel aprove uma nova moratória de três meses às construções de colônias na Cisjordânia.

 

O novo congelamento não incluiria Jerusalém Oriental, mas abrangeria as construções realizadas após o término da moratória anterior. Desde o final do congelamento de dez meses estabelecido de forma parcial nos territórios ocupados, há um mês e meio, os colonos apressaram as construções, que cresceram significativamente neste período.

 

Em troca do congelamento, os americanos oferecem um pacote de medidas de apoio político e militar que incluem o veto americano na ONU a resoluções contrárias aos interesses israelenses, tais como uma declaração unilateral de independência palestina. Além disso, foram oferecidos aviões de combate no valor de US$ 3 bilhões e a garantia de que os Estados Unidos não pedirão a Israel uma outra moratória depois que esta nova chegar ao fim.

 

Segundo fontes citadas pelo jornal Haaretz, Netanyahu deve conseguir o apoio dos principais ministros de seu governo e aprovar a proposta ainda nesta semana.

 

O porta-voz da Autoridade Palestina, Nabil Abu Rudaineh, e o negociador chefe Saeb Erekat afirmaram que os líderes árabes serão consultados antes que uma resposta oficial seja apresentada. Analistas palestinos criticam a proposta americana, que classificam como uma aceitação à extorsão israelense – por não incluir Jerusalém Oriental e ser limitada a três meses.

Ministro da Defesa Ehud Barak chega a Paris

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, desembarca na França nesta segunda-feira para uma visita de trabalho. Em seguida, ele irá à Alemanha. Durante sua visita, Barak vai debater assuntos de segurança bilateral, regional e estratégica. Chefe do partido trabalhista em Israel, Ehud Barak também vai aproveitar a ocasião para participar de uma reunião da Internacional Socialista, em Paris.

 

David Hale, representante do governo americano, se reúne na segunda-feira com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para discutir a possibilidade de que israelenses e palestinos voltem à mesa de negociações.

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