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Costa do Marfim

Alheio à pressão internacional, Gbagbo anuncia governo

Laurent Gbagbo, que se recusa a deixar a presidência da Costa do Marfim.
Laurent Gbagbo, que se recusa a deixar a presidência da Costa do Marfim. Reuters
Texto por: Cíntia Cardoso
3 min

A União Africana, os Estados Unidos e a União Europeia são unânimes em afirmar que Alassane Ouattara é o vencedor legítimo da eleição presidencial na Costa do Marfim. Laurent Gbagbo, porém, continuar a ignorar os resultados oficias e anunciou nesta tarça-feira uma equipe de governo completa que conta com 30 ministros.

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A União Africana pediu nesta quarta-feira que Laurant Gbagbo deixe o poder para evitar um « banho de sangue » no país. “O presidente Gbagbo deve respeitar a vontade expressa pelo povo nas urnas », disse Malawite Bingu wa Mutharika, presidente da União Africana. As Nações Unidas também condenam a atitude de Gbagbo. O Conselho de Segurança das Nações Unidas, porém, não conseguiu ainda adotar uma resolução de reconhecimento da vitória do candidato da oposição Alassane Ouattara por causa de objeções da Rússia.

Sem dar sinais de que vá ceder o poder ao seu adversário vencedor das eleições, Gbagbo, que ocupa a presidência da Costa do Marfim há 10 anos, nomeou seus alidos mais fiéis em postos estratégicos. O ex-ministro do Interior Désiré Tagro, por exemplo, tornou-se secretário-geral da Presidência. Sua missão será principalmente a de consolidar o apoio do exército a Gbagbo.

Vencedor da eleição presidencial conforme os resultados da Comissão Eleitoral da Costa do Marfim, Alassane Ouattara tenta resistir a e também anunciou alguns nomes para o seu governo. Patrick Hachi, um porta-voz do governo de Ouattara, afirmou que estava substituindo embaixadores marfinenses em importantes países. O primeiro-ministro desse governo, Guillaume Soro, disse também que sua força política buscava tomar o controle do Tesouro.

Depois de uma década de instabilidade, a Costa do Marfim convive agora com dois governos e sem a perspectiva de solução para esse impasse. O ex-presidente da África do Sul Thabo Mbeki, escolhido como mediador da crise, divulgou um relatório nesta semana que indica que há um abismo cada vez maior entre os dois lados.

Alassane Ouattara foi dado vencedor pela Comissão Eleitoral Independente (CEI) com 54,1% dos votos. Mas uma manobra do Conselho constitucional invalidou esses resultados e proclamou a vitória de Gbagbo com 51,45%. Desde o anúncio dos resultados, cerca de 20 pessoas já morreram em uma onda de violência pelo país.
 

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