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Mediação na crise política da Costa do Marfim mostra união de estados africanos

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Líderes africanos oferecem amnistia a Gbagbo.
Líderes africanos oferecem amnistia a Gbagbo. Reuters

O impasse político que já dura mais de um mês na presidência da Costa do Marfim, e que já causou a morte de quase 200 partidários, vem chamando a atenção de analistas internacionais para a mudança na forma com que os estados africanos gerenciam as crises do continente. O que se vê nas tentativas de mediação do conflito marfinense é uma rara unidade entre representantes da União Africana (UA) e da Comunidade Econômica da África Ocidental (Cedeao) para pressionar o presidente derrotado nas eleições de novembro, Laurent Gbagbo, a passar o poder ao presidente eleito, Alassane Ouattara. Apesar dos esforços, as negociações para uma solução pacífica custam a avançar. Para o especialista em política africana Roland Marchal, professor do Centro de Estudos e de Pesquisas Internacionais da França (CNRS), o sucesso desta mediação é importante, já que o ano de 2011 será marcado por eleições presidenciais ou legislativas em cerca de 20 países do continente africano. Em entrevista à RFI, ele analisa o exemplo da Costa do Marfim e explica como o processo democrático evoluiu nas últimas décadas na África, apesar de ainda existirem regimes ditatoriais e eleições fraudulentas.