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Política monetária chinesa é indefensável, diz secretário americano

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, em discurso na Escola de Estudos Internacionais Avançados (SAIS) da Universidade Johns Hopkins.
O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, em discurso na Escola de Estudos Internacionais Avançados (SAIS) da Universidade Johns Hopkins. Reuters

A declaração de Timothy Geithner é uma prévia da posição do governo do presidente Barack Obama antes da visita do premiê chinês, Hu Jintao, aos Estados Unidos, na próxima semana. Para o encarregado norte-americano das Finanças, a política chinesa de proteger seu mercado com a desvalorização do yuan é indefensável.

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O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, voltou a criticar, nesta quarta-feira, a política monetária chinesa, pressionando Pequim a apreciar sua moeda. Os Estados Unidos e os países europeus acusam a China de manter artificialmente desvalorizado o yuan, a moeda chinesa, para favorecer as exportações do país.

Pequim, por sua vez, se recusa a proceder a uma desvalorização brutal de sua moeda, temendo efeitos sobre a economia do país, como perdas de emprego e fechamento de fábricas.

Poucos dias antes da visita do presidente Hu Jintao, que viaja para os Estados Unidos na próxima semana, Geithner voltou a pedir a Pequim para que valorize o yuan. Segundo ele, a política monetária chinesa é insustentável e a China, segunda maior economia mundial, não deveria basear seu crescimento nas exportações.

A flexibilização das taxas de câmbio das principais economias mundias está no centro da agenda econômica internacional. O Brasil, que critica tanto chineses quanto americanos por manterem articialmente desvalorizados o dólar e o yuan, já alertou para o que chamou de riscos de uma "guerra cambial".

Na semana passada, em entrevista ao jornal Financial Times, o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia global corre o risco de viver uma guerra comercial devido às medidas que vêm sendo adotadas pelas duas maiores economias do mundo.

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