Nuclear/Irã

Irã e comunidade internacional voltam a discutir nuclear

O negociador chefe do Irã, Saeed Jalili (centro), na chegada ao aeroporto de Istambul,  dia 20 de janeiro de 2011.
O negociador chefe do Irã, Saeed Jalili (centro), na chegada ao aeroporto de Istambul, dia 20 de janeiro de 2011. Reuters

Começou nesta sexta-feira, em Istambul, na Turquia, uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano prevista para durar dois dias. Na mesa de discussões, representantes do Irã e do chamado Grupo dos Seis, que reúne Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha, tentam resolver divergências, mas a expectativa de avanços nas discussões é pequena.

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Teerã já bateu firme o pé dizendo que não pretende ser julgada por suas atividades nucleares. A questão do enriquecimento de urânio é o ponto crucial do conflito. A última reunião, em dezembro passado, terminou sem acordo, apenas com a disposição de continuar com o diálogo.

Ontem, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, indicou que uma suspensão das sanções contra o Irã deve estar na agenda das discussões.

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou 6 resoluções condenando o programa nuclear do Irã, a maioria com sanções econômicas e políticas ao país. Os Estados Unidos e parte da comunidade internacional suspeitam que o programa nuclear iraniano seja uma fachada para desenvolver armas nucleares, uma acusação que Teerã nega.

Tecnologia

As dúvidas sobre a vontade de Teerã cooperar com a comunidade internacional ficaram ainda mais fortes depois que o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou controlar a totalidade do processo de produção do combustível nuclear.

No final do ano passado, Teerã anunciou ter fabricado seu primeiro lote de urânio concentrado, etapa intermediária para a produção do urânio enriquecido. Segundo o governo iraniano, o material concentrado poderá ser enriquecido na usina da Isfahan, no centro do país.

O Irã já produziu mais de três toneladas de urânio enriquecido a 3,5% e cerca de 30 quilos de urânio enriquecido a 20%. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, para produzir a bomba atômica, o urânio deve ser enriquecido a mais de 90%.
 

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