Moscou/atentado

Presidente russo promete punir responsáveis por atentado

Homenagem as vítimas do atentado suicida no aeroporto de Moscou
Homenagem as vítimas do atentado suicida no aeroporto de Moscou Reuters/Tatyana Makeyeva

Moscou acordou nesta terça-feira em estado de choque, após o violento atentado suicida no aeroporto internacional da capital russa, que deixou 35 mortos e mais de 150 feridos (110 continuavam hospitalizados nesta manhã e 43 estão em estado grave). Oito estrangeiros, sendo cinco europeus, estão entre as vítimas fatais.

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A investigação avança lentamente. Mas uma fonte policial revelou esta manhã que a bomba teria sido acionada por uma mulher. A pista principal aponta os rebeldes islâmicos do Cáucaso como organizadores. O último grave atentado suicida na Rússia, no metrô de Moscou também foi provocado por mulheres-bomba.

O presidente russo Dmitri Medvedev responsabilizou a direção do aeroporto Domodedovo de Moscou pelo atentado terrorista. Medvedev declarou ser evidente que as regras de segurança não foram respeitadas. Os responsáveis do aeroporto terão que responder por suas falhas.
 

Segundo as primeiras informações, entre cinco a sete quilos de explosivos foram utilizados no atentado que aconteceu na sala de desembarque do aeroporto, na segunda-feira a tarde. O presidente russo também disse que os autores da explosão devem ser liquidados e que o terrorismo representa principal ameaça ao país atualmente.

Medevedev, que deveria embarcar hoje para Davos, na Suiça, para abrir o Fórum Econômico Mundial, decidiu adiar sua viagem. A comunidade internacional condenou em peso o atentado.
 

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