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Para especialistas, protestos egípcios confirmam crise na região

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Protestos na capital do Egito na quarta-feira, dia 26 de janeiro de 2011.
Protestos na capital do Egito na quarta-feira, dia 26 de janeiro de 2011. REUTERS/Goran Tomasevic

A crise política que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, tem inspirado vários países da região. Desde que os tunisianos foram às ruas, algumas nações vizinhas, principalmente no mundo árabe, decidiram fazer o mesmo.Protestos contra os regimes autoritários, o custo de vida e a falta de oportunidades de trabalho foram registrados no Catar, em Omã, nos Emirados Árabes, na Argélia, na Jordânia, no Sudão, na Mauritânia, no Marrocos e no Iêmem. Países onde até então manifestações do gênero praticamente não existiam. Essa semana esse movimento atingiu o Egito. Na terça-feira, mais de 15 mil pessoas saíram às ruas pedindo a demissão do presidente Hosni Moubarak. Pelo menos 500 manifestantes foram presos  e três pessoas morreram no primeiro dia de protestos. Segundo o professor Ivo Sobral, coordenador do curso de mestrado em estudos árabes e islâmicos da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, os países da região vivem problemas similares. Já Isabel Alcario, pesquisadora do Instituto Português de Relações Internacionais, em Lisboa, vê os Estados Unidos como principal ator da comunidade internacional para garantir a estabilidade diante das manifestações.