Acessar o conteúdo principal
Egito/crise

Polícia já prendeu mais de mil pessoas durante protestos

Manifestante sendo detido por policiais à paisana durante protestos no Cairo.
Manifestante sendo detido por policiais à paisana durante protestos no Cairo. Reuters / Asmaa Waguih
3 min

Pelo menos mil pessoas foram presas no Egito e duas morreram, na quarta-feira, no segundo dia de protestos contra o presidente egípico, Hosni Moubarak, no poder há 30 anos. Opositores e organizações pró-democracia convocaram novas manifestações para esta quinta-feira, apesar da proibição decretada pelo governo.  

Publicidade

As forças de ordem estão mobilizadas na capital, Cairo, e em outras grandes cidades do país para conter as manifestações que já deixaram 6 mortos - 4 manifestantes e dois policiais -, e dezenas de feridos desde o início dos protestos. 

Para conter a revolta da população, que reclama reformas políticas, econômicas e sociais, o governo decidiu proibir as manifestações de rua. Em todas as cidades afetadas - a capital Cairo, Suez e Alexandria -, a polícia tentou dispersar os manifestantes de forma violenta, com jatos d'água, tiros com balas de borracha e golpes de matraca.

Na quarta-feira, os protestos foram reprimidos com muita violência. À noite, prédios da administração pública, símbolos de um poder autoritário que os egípicos contestam, inspirados na revolução tunisiana, foram atacados com bombas caseiras. Os protestos foram desencadeados após a recusa da polícia em liberar o corpo de um dos manifestantes mortos na terça-feira. 

O “Movimento de abril”, uma organização pró-democracia formada por jovens, convocou novas manifestações para esta quinta-feira pelo país. Em sua página no site de relações sociais Facebook, o grupo afirma que "esta quinta-feira não será um dia de férias, as ações nas ruas vão prosseguir".  O movimento também pediu que novas manifestações sejam realizadas na sexta-feira, após as tradicionais orações dos muçulmanos.

Reações

Devido aos distúrbios na capital, a Bolsa do Cairo foi fechada na manhã desta quinta-feira após forte queda durante o pregão.

A onda de protestos é a mais importante registrada no país desde a chegada ao poder de Hosni Moubarak, em 1981. O presidente egípcio é criticado também por nunca ter revogado o estado de urgência decretado no país há mais de 30 anos.

Estados Unidos, União Europeia e a ONU pediram ao governo do Egito que respeite a liberdade de expressão e ouça as reivindicações da população.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.