Paraguai/Palestina

Paraguai reconhece Estado palestino soberano

O presidente da  Autoridade Palestina Mahmoud  Abbas e Saëb Erekat , durante uma coletiva no Cairo, no dia 24 de janeiro de 2011.
O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas e Saëb Erekat , durante uma coletiva no Cairo, no dia 24 de janeiro de 2011. REUTERS/Asmaa Waguih

O Paraguai é o oitavo país da América do Sul a reconhecer a Palestina como um "Estado livre e independente", desde dezembro de 2009. O movimento, iniciado pelo Brasil, já teve a adesão da Argentina, Equador, Bolívia, Guiana, Chile e Peru

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O reconhecimento paraguaio foi anunciado nesta sexta-feira, em comunicado, pelo Ministério das Relações Exteriores do país. O texto explicita o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras de 1967, isto é, antes da ocupação por Israel de Jerusalém Oriental, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza após a Guerra dos Seis Dias. A nota reafirma a convicção do Paraguai de que as negociações entre israelenses e palestinos devem ser relançadas para se alcançar a paz e a segurança na região.

Até agora, dos 12 países da América do Sul, nove já reconheceram o Estado palestino. O primeiro foi a Venezuela, em 2005, e os outros recentemente, após o movimento iniciado pelo Brasil em dezembro do ano passado. Dois países sul-americanos anunciaram que vão adotar a mesma posição ainda este ano: Uruguai e Suriname. Essa onda de reconhecimento antecede a terceira Cúpula entre países árabes e sul-americanos, a ASPA, prevista para acontecer no dia 16 de fevereiro, em Lima, no Peru, e que vai contar com a presença do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Por causa do bloqueio das negociações de paz com Israel, as autoridades palestinas intensificam a campanha para obter o reconhecimento de seu Estado. Assim que um número expressivo de países for atingido, eles pretendem entrar com a reivindicação de reconhecimento do Estado palestino no Conselho de Segurança da ONU.

Essa onda de reconhecimento do Estado palestino por países latino-americanos está sendo desaprovada por Washington. O Centro Wiesenthal, uma organização que luta contra o antisemitismo, declarou que a América do Sul deve se interessar pelo Oriente Médio, mas deve se limitar ao estabelecimento de relações comerciais com a região.
 

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