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Nova Zelândia/Terremoto

Terremoto na Nova Zelândia deixou ao menos 98 mortos

Os restos de uma casa em Colombo Street, uma das ruas principais de Christchurch, na Nova Zelândia.
Os restos de uma casa em Colombo Street, uma das ruas principais de Christchurch, na Nova Zelândia. REUTERS/Simon Baker
Texto por: RFI
3 min

Na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, equipes de salvamento apoiadas por diversos países continuam tentando encontrar sobreviventes do terremoto de terça-feira que, até o momento, causou a morte de 98 pessoas e feriu 2.500, das quais 164 estão em estado grave. Nesta quinta-feira foi indicado o número oficial de desaparecidos, 226.

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Apesar dos esforços, a esperança diminui dia a dia e nas últimas 24 horas nenhum sinal de vida sob os escombros foi detectado. O primeiro-ministro neozelandês, John Key, pediu para a população ser realista, apesar de reconhecer que, nessas situações, sempre acontecem alguns milagres.

Um dos casos que mais emociona o país é o da "King's Education" uma escola de línguas, situada em um dos prédios destruídos do centro da cidade. Seus 48 funcionários e estudantes, asiáticos em sua maioria, estão desaparecidos. Segundo o ministério das Relações Exteriores da Nova Zelândia, 26 japoneses e 20 chineses continuam desaparecidos no país.

Perto das instalações da escola, que também funcionava como sede da televisão regional, o prédio mais alto da cidade, onde fica o Grand Chancellor Hotel, corre o risco de desmoronar.

Pela primeira vez na Nova Zelândia, o estado de emergência foi decretado em todo o país, o que permite que todos os recursos nacionais exigidos para a ajuda e o socorro às vitimas sejam dirigidos a Christchurch. O governo também anunciou um reforço das patrulhas do exército e da polícia australiana nos locais atingidos. Há muitos registros de saques e pilhagem em casas abandonadas pelas vítimas.

De acordo com analistas, os estragos registrados pela catástrofe terão um impacto importante para a Nova Zelândia que já sofria para sair da crise e agora terá ainda mais dificuldades porque a região de Christchurch é responsável por cerca de 15% da produção econômica do país.

A Nova Zelândia registra até 15 mil tremores de terra por ano, por estar situada na chamada "cintura de fogo", na fronteira das placas tectônicas da Austrália e do Pacífico.

O pior terremoto já registrado no país foi em fevereiro de 1931 na baía de Hawke, no norte do país, quando o número total de mortos chegou a 256.
 

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