Líbia

Obama, Sarkozy e Cameron afirmam que não há futuro para a Líbia com Kadafi

O presidente da Líbia Muamar Kadafi
O presidente da Líbia Muamar Kadafi Reuters
Texto por: RFI
2 min

Os líderes dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido assinaram juntos, nesta sexta-feira, uma carta aberta sobre o conflito na Líbia publicada em quatro grandes jornais estrangeiros.

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No texto, publicado na França pelo diário Le Figaro, Barack Obama, Nicolas Sarkozy e David Cameron dizem que a questão não é retirar Muammar Kadafi do poder à força. No entanto, os líderes afirmam ser impossível imaginar o futuro da Líbia com o ditador. Obama, Sarkozy e Cameron destacam a necessidade de continuar com os bombardeios da OTAN contra as tropas do regime líbio para acelerar a queda de Kadafi. Uma decisão que foi confirmada ontem, durante o primeiro dia da reunião de chanceleres dos 28 países da OTAN, que acontece atualmente em Berlim.

O ministro francês da Defesa, Gérard Longuet, reafirmou nesta sexta-feira que a França e o Reino Unido vão privilegiar os bombardeios direcionados a alvos pró-Kadafi, em vez de fornecer armas aos rebeldes, como pede a oposição representada no Conselho Nacional de Transição líbio. Segundo o ministro francês, armar os rebeldes poderia estimular uma guerra civil numa etapa posterior, o que não é o objetivo dos aliados ocidentais na Líbia. "A pressão militar deve levar as tropas de Kadafi a se recolher às casernas", disse Longuet.

Na quinta-feira, Kadafi desafiou a aliança militar e fez um passeio pelas ruas de Trípoli, enquanto aviões da OTAN bombardeavam zonas da capital. Os moradores de Misrata, a maior cidade da região oeste do país, controlada pelos insurgentes, continuam sob fogo de morteiros lançados pelas forças do ditador. Pelo menos 23 civis morreram em Misrata, a maioria mulheres e crianças,.

Segundo o Conselho de Transição líbio, os dois meses de insurreição já custaram a vida a 10 mil pessoas na Líbia.

 

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