Síria/Protestos

Repressão piora; Reino Unido recomenda saída de seus cidadãos da Síria

Protesto contra a repressão do regime sírio de Bachar Al Assad reuniu centenas de manifestantes neste domingo em Aman, na Jordânia.
Protesto contra a repressão do regime sírio de Bachar Al Assad reuniu centenas de manifestantes neste domingo em Aman, na Jordânia. REUTERS/Muhammad Hamed
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Apesar de ter suspenso o estado de emergência no país, o regime sírio continua prendendo arbitrariamente opositores do regime, conforme denunciou neste domingo o Observatório dos Direitos Humanos sírio com sede em Londres. A Grã-Bretanha decidiu recomendar a seus cidadãos que deixem o território sírio.

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O Observatório dos Direitos Humanos sírio afirma que somente na sexta-feira, o pior dia da repressão desde o início dos protestos na Síria, há pouco mais de um mês, as forças de segurança do ditador Bachar Al Assad prenderam dezenas de militantes de oposição ao regime. Pelo menos 15 opositores foram presos em cidades da região leste do país; outros na região metropolitana de Damasco. 

Os sírios continuaram neste domingo a enterrar seus mortos. Durante os funerais foram lançados manifestos para derrubar o presidente Bachar Al Assad. Militantes dos direitos humanos denunciam torturas praticadas em jovens, até adolescentes têm as unhas arrancadas pelos carrascos do regime.

Como faz diariamente, as forças sírias abrem fogo por onde passam. Neste domingo, pelo menos quatro pessoas morreram em Jableh, perto de Lattaquié, no noroeste da Síria, quando policiais atiraram às cegas contra a população após uma visita à cidade do novo governador da região. 

O Comitê de Mártires da Revolução de 15 de Março, que reúne militantes de oposição, contabilizou pelo menos 120 mortos desde o início da revolta popular no país. 

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