Iêmen/Protestos

Confrontos entre forças do governo e oposição se intensificam em Sanaa

Manifestação dos opositores ao presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, nas ruas de Sanaa, 30 de maio de 2011
Manifestação dos opositores ao presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, nas ruas de Sanaa, 30 de maio de 2011 Reuters

Os violentos confrontos entre as forças do presidente iemenita Ali Abdallah Saleh e combatentes tribais aliados a oposição continuam nas ruas da capital Sanaa. Na última madrugada, 15 pessoas morreram elevando o balanço de vítimas nos últimos dez dias do conflito a 135 mortos.

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Milhares de combatentes tribais continuam chegando a Sanaa para reforçar as forças da oposição. Os confrontos desta quinta-feira entre manifestantes e forças governamentais foram tão violentos que o tráfego aéreo no aeroporto da capital teve que ser interrompido por algumas horas.

A capital iemenita está dividida. O norte é controlado pelos combatentes da poderosa Federação tribal Hached que decidiu apoiar o movimento de oposição ao presidente Saleh. O sul está nas mãos das forças governamentais. Os confrontos suplantaram o movimento de contestação pacífico iniciados em janeiro pedindo a queda do presidente iemenita, no poder há 33 anos.

Em entrevista coletiva ao lado do chanceler brasileiro Antonio Patriota, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton disse que o conflito no Iêmen só terá fim com a saída do presidente Saleh do poder e a transição para reformas políticas e econômicas no país. Ali Abdallah Saleh se recusa a deixar o poder, mas uma fonte governamental iemenita declarou nesta quinta-feira que o plano do Conselho de cooperação do Golfo propondo uma saída para a crise no Iêmen pode finalmente ser assinado.

O plano de transição, elaborado pelas monarquias do Golfo com a ajuda dos Estados Unidos e da União Europeia, prevê a formação de um governo de reconciliação e a demissão do presidente Saleh, antes da realização de eleições presidenciais democráticas. A oposição, que tinha assinado o acordo, e os ministros das relações estrangeiras do Conselho de cooperação do Golfo, anunciaram sua suspensão diante da recusa do presidente Saleh em aceitar o plano.
 

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