Iêmen/Crise

Ferido em ataque, presidente do Iêmen estaria a caminho da Arábia Saudita

O presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh.
O presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh. Manny Ceneta/Getty Images

O presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh, está sendo aguardado ainda na noite deste sábado na Árabia Saudita onde deverá ser hospitalizado para tratar de ferimentos no pescoço e na cabeça, segundo informações de uma fonte saudita que pediu para não ser identificada. Horas antes, o vice-ministro da Informação chegou a desmentir a notícia de que o presidente estaria a caminho da Arábia Saudita.

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Ali Abdullah Saleh foi ferido na sexta-feira durante um bombardeio contra a mesquita do palácio presidencial na capital Sanaa. Segundo fontes próximas do presidente, ele sofreu “queimaduras e arranhões no rosto e no peito”, mas não precisaria ser atendido fora do país.

Em compensação, cinco responsáveis pelo regime, entre eles o primeiro- ministro Ali Moujawar, o líder do parlamento e dois vice-primeiros-ministros, feridos no bombardeio, foram levados para a Arábia Saudita para tratamento, informou a agência oficial Saba. Um avião especial com equipamentos médicos chegou à capital no sábado, mas, de acordo com fontes oficiais, ele não deveria transportar o presidente Salleh.

Após o bombardeio, uma mensagem de áudio atribuída à Abdullah Saleh foi transmitida pela tevê estatal.

Novo balanço oficial divulgado neste sábado informou que os ataques com tiros de morteiros contra a mesquita do palácio presidencial deixaram pelo menos 11 mortos e 124 feridos.

O governo acusou xeique Sadek Al-Ahmar, líder da mais importante confederação de tribos no Iêmen pelo bombardeio. Desde o dia 23 e maio, aliados do xeique travam combates violentos na capital contra as forças leais ao presidente do Iêmen que está no cargo há 33 anos.

Abdullah Saleh rejeitou recentemente mais uma proposta do Conselho de Cooepração do Golfo, que atua como mediador da crise, que ofereceu imunidade para o presidente, sua família e colaboradores se deixasse o poder no prazo de um mês. A recusa desencadeou nova escalada de violência no país.

 

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