Líbia/Guerra

Coalizão mantém ataques contra Trípoli

Helicóptero francês em combate durante operações na Líbia.
Helicóptero francês em combate durante operações na Líbia. Arnaud ROINE / ECPAD

A capital líbia continua sendo alvo dos ataques da coalizão internacional enquanto helicópteros de combate da França e Grã-Bretanha entraram em ação para reforçar as operações contra o regime do coronel Kadafi.

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Os helicópteros Apache das forças britânicas realizaram novos ataques neste sábado nas proximidades do terminal petrolífero de Brega, posição mais à leste das tropas pró-ditador, de acordo com as informações divulgadas neste domingo pelo ministério britânico da Defesa. Os aparelhos decolarem de um porta-helicópteros às margens da costa líbia e destruíram lançados de morteiros do regime líbio.

Paralelamente às operações dos helicópteros, aviões de combate Tornado participaram de uma “grande operação” com outros aviões da OTAN contra um depósito de munições de mísseis em Trípoli, acrescentou o ministério.

Em seu balanço diário sobre as operações na Líbia, a OTAN anunciou hoje ter destruído, além do depósito de mísseis anti-aéreo perto da capital mas também um centro de comando e uma instalação militar na região onde está localizada a capial.

Várias explosões foram ouvidas na noite deste sábado na capital líbia e também neste domingo, especialmente em Tajoura, na periferia leste de Trípoli.

Na última sexta-feira, helicópteros de combate da França e Grã-Bretanha foram usados pelo comando das operações internacionais que tiveram início no dia 31 de maio para proteger a população civil da violência do regime do ditador Kadafi.

Ao usar os helicópteros, mais ágeis e com maior precisão que os aviões, a OTAN tenta evitar que o conflito se arraste ainda por mais tempo.

Do ponto de vista diplomático, a oposição ganhou um novo reforço com a visita em Benghazi, no sábado, do ministro britânico das Relações Exteriores, Wiliam Hague. “ Nós queremos mostrar nosso apoio ao povo líbio e ao CNT (Conselho Nacional de Transição, órgão político da rebelião), o representante legítimo do povo líbio”, declarou o ministro que prometeu também continuar o envio de material e equipamentos para a oposição lutar contra as forças do ditador Kadafi.

Nesta segunda-feira, um enviado especial da Rússia deve chegar ao país para discutir com o líder líbioe também com as lideranças da oposição em Benghazi. Depois de se abster da votação na ONU da resolução que autorizou a intervenção militar na Líbia, o governo russo reclamou abertamente durante a reunião do G8, em Deauville na França, a saída do coroenl Kadafi do poder e desde então tem atuado como mediador do conflito.

 

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