Síria/França

Polêmica na França sobre eventual demissão de embaixadora síria

Reprodução do site do canal de televisão BFM, a embaixadora da Síria na França, Lamia Shakkour
Reprodução do site do canal de televisão BFM, a embaixadora da Síria na França, Lamia Shakkour BFM.TV

A confusão é grande na França sobre a eventual demissão da embaixadora da Síria em Paris em protesto contra a repressão do regime de Bashar al Assad ao movimento pró-democracia no país. Em menos de 24 horas, duas televisões francesas difundiram entrevistas da embaixadora Lamia Shakkour fazendo declarações contrárias.

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Na terça-feira à noite, o canal France 24 que colocou no ar um áudio com uma entrevista ilustrado com uma foto da embaixadora anunciando a demissão. Essa informação chegou a ser confirmada pela Embaixada da Síria em Paris à agência de notícias Reuters.

Nesta quarta-feira, outro canal de televisão BFM transmitiu um vídeo da embaixadora desmentindo a demissão, e acusando France 24 de desinformação e usurpação de identidade. Lamia Shakkour promete processar na justiça o canal de televisão que integra, segundo ela, “a campanha de falsificação da informação iniciada em meados de março contra a Síria."

A direção de France 24, que garante ter passado pela assessoria de imprensa da embaixadora para fazer a entrevista, não exclui ter sido manipulada.

Repressão na Síria

Aumenta o número de sírios que se refugiam na Turquia fugindo da repressão do regime. Na última noite, cerca de 120 refugiados, a maioria crianças e mulheres, cruzaram a fronteira no noroeste do país. Eles são originários da cidade de Jisr al-Shughour, palco do episódio mais sangrento desde o início do movimento de contestação contra o regime em 15 de março.

Segundo fontes oficiais, ao menos 120 soldados foram mortos por manifestantes armados na cidade. A população contesta a versão oficial. Os habitantes de Jisr al-Shughour afirmam que as vítimas são civis e soldados que desertaram em protesto contra a repressão e foram assassinados pelas forças leais ao presidente Bashar al Assad. O governo sírio enviou o Exército à cidade para controlar a situação.

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