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EUA quer ampliar relações comerciais com a África

Hillary Clinton durante discurso em Abu Dhabi, antes de embarcar para a Zâmbia.
Hillary Clinton durante discurso em Abu Dhabi, antes de embarcar para a Zâmbia. Reuters

De passagem pela Zâmbia, a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton disse que os Estados Unidos querem aumentar suas relações comerciais com a África. Washington espera assim concorrer diretamente com os chineses, que já são os principais parceiros comerciais no continente negro.

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Hillary Clinton destacou durante seu discurso o interesse dos Estados Unidos pelas economias africanas. A representante da Casa Branca lembrou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento para a região bem maior que no resto do mundo durante os próximos anos.

A secretária de Estado está em Lusaka, na Zâmbia, para participar de uma reunião sobre a Agoa, legislação que permite à 37 países da região exportar produtos para os Estados Unidos com insenção de taxas alfandegárias. Mas Hillary lembrou que por enquanto o continente não aproveita todos os benefícios da medida. “Os países africanos exportam apenas um punhado dos 6.500 produtos que poderiam ser enviados aos Estados Unidos. A exportação mais comum ainda é a do barril de petróleo”, disse ela.

Hillary também aconselhou os africanos a elimirem as barreiras alfandegárias existentes entre os próprios países da região, além de reduzir as formalidades administrativas e investir nas infraestruturas locais. “A expansão do comércio na África é um dos melhores meios de promover o crescimento”, ressaltou a representante de Washington.

Competir com os chineses

As declarações de Hillary Clinton mostram a vontade de Estados Unidos de competir diretamente com os chineses no mercado africano. A China é hoje o parceiro comercial mais importante e o principal investidor na África. O comércio do continente negro com o gigante asiático deu um salto de 40% no ano passado, e já representa 127 bilhões de dólares.

Clinton se disse preocupada com as práticas comerciais da China na África. Segundo ela, os programas de ajuda e os investimentos chineses no continente nem sempre respeitam as normas de transparência impostas pelo resto do mundo. Alguns países africanos preferem fazer negócios com a China, pois Pequim não exige nenhum tipo de esforço de seus parceiros em termos de Direitos Humanos e democracia, uma condição frequente dos países ocidentais.
 

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