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Rússia e China repudiam intervenção do Ocidente na crise do mundo árabe

Medvedev e Hu Jintao participam nesta sexta-feira do Fórum Econômico de São Petersburgo.
Medvedev e Hu Jintao participam nesta sexta-feira do Fórum Econômico de São Petersburgo. Reuters

Enquanto os ocidentais procuram apoio para a questão Síria, Moscou e Pequim assinaram nesta quinta-feira um comunicado no qual exprimem hostilidade a todo tipo de interferência estrangeira nas crises vividas atualmente pelos países árabes. Na declaração, Dmitri Medvedev e Hu Jintao afirmam que “a comunidade internacional pode ajudar de forma construtiva, não deixando a situação se deteriorar, mas nenhuma força estrangeira deve interferir nas questões internas dos países da região”. China e Rússia lembraram ainda que a solução dos conflitos deve ser feita por meios pacíficos.

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Os dois países já tinham boicotado as discussões do Conselho de Segurança da ONU a respeito de um projeto de resolução condenando a repressão sangrenta na Síria. Membros permanentes do Conselho, Rússia e China se opõem à adoção de uma resolução contra o regime do presidente Bachar al-Assad. Quanto à Líbia, os dois países consideram que o mais importante é obter um cessar-fogo rápido para que os problemas possam ser resolvidos por meios políticos e diplomáticos.

Dmitri Medvedev e Hu Jintao se encontraram nesta quinta-feira em Moscou para falar de cooperação econômica e gaz. As discussões acontecem às vésperas do Fórum Econômico de São Petersburgo que começa nesta sexta-feira e durante o qual o gigante russo Gazprom e o chinês CNPC poderão assinar um mega contrato de venda de gaz russo à China pelos próximos trinta anos.

Nesta sexta-feira, Medvedev e Hu Jintao vão discursar diante dos participantes do Fórum de São Petersburgo, um encontro equivalente ao Fórum Econômico de Davos. Segundo analistas, a China está em posição de força diante da Rússia no que se refere à questão do gaz e poderá impor o preço, tendo em vista que nos últimos anos já vem comprando gaz da Ásia Central, Oriente Médio e África.

 

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