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Líbia/ CNT

Conselho de Transição líbio pede liberação de bens bloqueados

Mahmoud Jibril, número 2 da liderança rebelde na Líbia.
Mahmoud Jibril, número 2 da liderança rebelde na Líbia. REUTERS/Stringer
Texto por: Lúcia Müzell
3 min

Em visita hoje a Istambul, o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição, Mahmud Jibril, disse que a instalação do novo governo depende do desbloqueio dos bens congelados no exterior. Ontem à noite, o Conselho de Segurança da ONU entrou em acordo para a liberação de uma ajuda de urgência de 1,5 bilhão de dólares (mais de 2 bilhões de reais) para a Líbia.

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“Haverá importantes demandas da nova administração, que será organizada após a queda do regime. E para o seu sucesso, o desbloqueio dos fundos congelados é essencial”, afirmou Jibril, na Turquia. O dinheiro liberado pela ONU faz parte dos bens líbios congelados no exterior e está bloqueado nos Estados Unidos. O montante deve ser dividido em três partes: 500 milhões para organizações humanitárias internacionais que atuam na Líbia, 500 milhões para o governo provisório líbio começar a pagar salários e os últimos 500 milhões irão para o fundo soberano do país para a compra de produtos de primeira necessidade.

Inspirados pela promessa feita pelo chefe do Conselho Nacional de Transição líbio, Moustapha Abdeljalil, de recompensar os governos que ajudarem o país neste momento de reconstrução, os europeus também já começaram a se mobilizar. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, se antecipou e anunciou a liberação de “uma primeira fatia de 350 milhões de euros”, 812 milhões de reais, em bens líbios bloqueados. Nesta manhã, o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, reagiu aos comentários segundo os quais haveria uma corrida entre os europeus para saber quem vai conseguir os melhores contratos na Líbia pós-Kadafi. Frattini disse que a prioridade é a ajuda ao povo líbio.

Reunidos em Istambul, representantes do Grupo de Contato com a Líbia, formado pelos países ocidentais que se engajaram para ajudar o país a sair do impasse, decidiram ontem acelerar o desbloqueio dos bens congelados, que chegam a um total de 2 bilhões e meio de euros.

Enquanto isso, os países que ainda não consideram o CNT como governo líbio legítimo, como a África do Sul, destacaram que a liberação do dinheiro não significa o reconhecimento dos insurgentes como os novos governantes do país. Ontem, o Brasil disse que se solidariza com as aspirações de democracia do povo líbio, mas permanece sem reconhecer o CNT como governo oficial.
 

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