Zona do Euro/Crise

Brics e americanos alarmados com crise na Europa, afirma Le Monde

Brics discutirão como ajudar Europa a enfrentar crise‎
Brics discutirão como ajudar Europa a enfrentar crise‎ REUTERS/Paul Hanna
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Os países emergentes estão assustados com a “bagunça” no Velho continente e multiplicam promessas de ajuda aos europeus enquanto os americanos insistem para a Alemanha ser menor rigorosa na hora de ajudar a Grécia, observa o jornal Le Monde em sua edição desta quarta-feira. A mobilização internacional, incluindo a proposta de Brasília para os Brics socorrem os países europeus, demonstram a enorme preocupação com a gravidade da crise, sugere o vespertino francês.

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Segundo o Le Monde, o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, enviou uma mensagem sobretudo política ao sugerir que o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) comprem as dívidas dos países da zona do euro, afirma o Le Monde. Isto porque a proposta não é nova já que o Fundo europeu de Estabilização Financeira já pretende levantar recursos no mercado asiático, lembra o jornal.

A ideia, informa o Le Monde, foi lançada durante o anúncio de uma reunião no dia 22 de setembro, em Washington, do grupo que irá estudar uma maneira de socorrer a zona do euro que está "estrangulada" com suas dívidas. Le Monde também destaca a declaração feita pelo primeiro-ministro chinês Wen Jiabao de que a China vai continuar a aumentar “seus investimentos na Europa”.

A relativa calma nos mercados foi tão curta nesta quarta-feira e os mercados voltaram a ficar tão voláteis de tanto que a Europa preocupa o mundo inteiro diante da gravidade de sua crise, afirma o jornal. 

Todas as declarações já feitas para salvar a zona do euro não conseguem acalmar os mercados porque não trazem respostas para três assuntos que atormentam todo mundo, escreve o Le Monde. Primeiro, o econômico já que neste momento de desaceleração da economia mundial, surgem propostas de reforçar os orçamentos para os paíse que têm condições de fazê-lo. Para os outros, sobram os planos de austeridade, escreve o jornal.

Depois, há um debate moral, acredita o Le Monde porque o norte da Europa têm a convicção de que os países em dificuldade não devem contar com o mesmo apoio incondicional dos outros membros da zona do euro para não parecer um prêmio à “frouxidão”.

O terceiro e último debate diz respeito à solidariedade internacional. No momento da crise dos subprimes nos Estados Unidos ela foi mundial, lembra o Le Monde, citando o envolvimento e as decisões tomadas pelo G20 em diversos encontros mundiais. Agora, a mesma solidaride acabou, diz o jornal porque os países estão adotando medidas para defender seus próprios interesses. Um dos exmplos mencionaos pelo Le Monde é o Brasil que ergueu barreiras comerciais contra a Argentina e a China.
 

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