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Egito/Legislativas

Resultados parciais apontam vitória dos islâmicos no Egito

Homem lê o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, em mesquita na cidade do Cairo.
Homem lê o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, em mesquita na cidade do Cairo. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
2 min

Os resultados da primeira etapa das eleições legislativas no Egito caem a conta-gotas, mas apontam para uma ampla vitória dos islâmicos. O Partido Liberdade e Justiça, da Irmandade Muçulmana, teria obtido cerca de 40% dos votos, enquanto o Al Nour, um partido ultraconservador da corrente salafista, teria chegado em segundo lugar com 20 a 30% dos votos.

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O líder do partido fundamentalista Al Nour, Hazem Abu Ismail, criou polêmica ao declarar, na quinta-feira passada, que se fosse eleito presidente, ele proibiria locais de trabalho mistos e a venda de álcool no Egito. Desde então, os egípcios discutem o novo panorama pós-Moubarak nas redes sociais. 

No Facebook já existe um movimento intitulado "Diga Não a Hazem Abu Ismail". No Twitter, o político é chamado de palhaço. Reflexões mais sérias dão arrepios: "Pronto, nos tornamos um novo Afeganistão". Outro representante do Al Nour, Abdel Monem Chahat, disse que os livros do escritor egípcio Naguib Mahfouz, Prêmio Nobel de Literatura, "encorajam o vício e abordam a prostituição e a droga".

A Irmandade Muçulmana tenta se diferenciar desse "aliado" radical. O porta-voz do PLJ, Mahmoud Ghozlane, declarou neste sábado que o partido representa um islamismo de centro e moderado, "que não impõe nada à força". Ghozlane pediu à população que não coloque todos os islâmicos no mesmo saco. 

A participação na primeira fase das eleições legislativas no Egito chegou a 62%, segundo anunciou nesta sexta-feira, em uma coletiva de imprensa no Cairo, Abdel Moez Ibrahim, presidente da Alta Comissão Eleitoral. Esta é a mais alta taxa de participação da história do Egito, segundo Ibrahim.

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