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Egito/USA

Islâmicos egípcios se encontram com representante dos EUA

Eleições legislativas no Egito começaram em novembro e atraíram milhares de pessoas às urnas.
Eleições legislativas no Egito começaram em novembro e atraíram milhares de pessoas às urnas. REUTERS/Mohamed Abd El-Ghany
Texto por: RFI
2 min

A última fase das eleições legislativas egípcias terminou nesta quarta-feira com a confirmação da vitória dos partidos islâmicos no primeiro pleito realizado no país após a queda do presidente Hosni Mubarak. Os membros da Irmandade Muçulmana, até então praticamente clandestinos, passam a ser reconhecidos internacionalmente e já se encontram com representantes dos Estados Unidos.

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Segundo os resultados provisórios divulgados nesta quarta-feira, os partidos islâmicos conquistaram 65% dos votos e devem ter 70% das cadeiras de deputados. A Irmandade Muçulmana teve cerca de 36% dos votos. Devido a uma série de irregularidades durante o processo eleitoral, que começou em novembro, a contagem final será revelada por volta de 20 de janeiro.

Diante dos resultados, os Estados Unidos se reaproximam aos poucos das novas forças políticas egípcias. Nesta quarta-feira, dirigentes do Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ), que faz parte da formação islâmica, se reuniram com o secretário de Estado adjunto norte-americano William Burns em um encontro inédito e inimaginável há alguns meses. Até recentemente, Washington temia a postura da Irmandade sobre assuntos delicados, como a situação das mulheres egípcias, a condição das minorias no país e as relações do Cairo com Israel. O representante da Casa Branca também se reuniu com o marechal Hussein Tantaoui, chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas, entidade que dirige o país desde a queda de Hosni Mubarak.

Segundo o porta-voz do PLJ, Burns parabenizou o partido pelos resultado das urnas. O norte-americano também teria dito que os Estados Unidos estariam prontos para ajudar a economia egípcia a superar a crise. Washington havia informado no início do mês que a Irmandade Muçulmana havia dado garantias de que respeitaria o tratado selado em 1979 entre o Egito e Israel, primeiro aliado norte-americano na região.
 

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