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Irã/Nuclear

Atentado reforça determinação do Irã em resistir a pressões externas

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em visita à usina de enriquecimento de urânio de Natanz, em abril de 2008.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em visita à usina de enriquecimento de urânio de Natanz, em abril de 2008. Reuters
3 min

A resposta do governo iraniano ao ataque que matou mais um cientista nuclear é clara: o programa de energia atômica vai continuar. Autoridades políticas e militares dizem que o atentado só reforça a determinação do Irã em resistir a pressões vistas como injustas.

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No Irã ninguém duvida que o Mossad, o temido serviço secreto de Israel, está por trás da explosão que matou ontem o cientista Mostafa Ahmadi Roshan, vice-diretor comercial da usina nuclear de Natanz. Não se fala abertamente em vingança, mas o ódio aos inimigos está em todos os jornais e TVs. Teerã sentiu o golpe, pois esta é a quarta vez que um cientista envolvido com o programa nuclear é assassinado na rua, em plena luz do dia.

Muita gente se pergunta como agentes externos puderam organizar e executar ataques tão precisos num país totalmente controlado pelas forças de segurança. Segundo analistas que simpatizam com o governo, é provável que haja iranianos dentro do país ajudando os inimigos.

O Irã procura em vão algum tipo de apoio ou solidariedade no exterior, mas nem a ONU se dispôs a condenar o ataque. Isso faz com que os iranianos se sintam injustiçados. Eles acreditam que as potências do Ocidente usam dois pesos e duas medidas quando se trata de lidar com o governo de Teerã.

A república islâmica alega que assinou o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e que isso lhe dá o direito de enriquecer urânio para fins pacíficos. O Irã diz que quem deveria ser pressionado é Israel, que tem a bomba atômica e se recusa a asssinar tratados de não-proliferação.

As potências do Ocidente acham que o Irã quer a bomba e a pressão em cima de Teerã é cada vez maior. Depois de várias rodadas de sanções econômicas, as punições parecem agora tomar outro rumo: o das ações armadas, com assassinatos de cientistas e ameaças de guerra.

Há quem diga até que se o Irã até agora não queria mesmo a bomba é possível que agora possa querê-la. 

De Teerã, Samy Adghirni, correspondente do jornal Folha de S.Paulo especial para a RFI

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