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Irã/ programa nuclear

Irã aceita receber inspetores da AIEA

Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (d) discursou em Quito ao lado de seu tradutor e do presidente do país, Rafael Correa.
Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (d) discursou em Quito ao lado de seu tradutor e do presidente do país, Rafael Correa. REUTERS/Guillermo Granja
Texto por: RFI
3 min

O Irã aceitou uma nova visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), prevista para acontecer no final do mês. A missão é vista como uma ultima tentativa de esclarecer as verdadeiras intenções do controverso programa nuclear iraniano.

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A visita será coordenada pelo inspetor-chefe da AIEA, o belga Herman Nackaerts, deve se iniciar no dia 28 de janeiro e durar até a primeira semana de fevereiro. A missão acontece em um momento de tensão em que o Irã anunciou que implementa uma segunda instalação de enriquecimento de urânio – primeira etapa para a fabricação de uma bomba atômica – e um cientista iraniano especialista no assunto foi assassinado em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Enquanto isso, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a defender o programa nuclear do país e disse que o povo iraniano irá resistir às pressões das potências ocidentais. "A questão nuclear é uma desculpa. Todo mundo sabe que o Irã não tem intenção de fabricar bombas atômicas", declarou Ahmadinejad em entrevista coletiva de ontem em Quito, no Equador, país onde encerrou sua turnê que começou na Venezuela e passou ainda por Nicarágua e Cuba. Ahmadinejad conquistou o apoio dos líderes desses quatro países para desenvolver o programa nuclear iraniano, suspeito pela comunidade internacional de ser uma fachada para produzir armas atômicas.

Já Japão voltou hoje atrás sobre o apoio às sanções ao petróleo iraniano e demonstrou preocupação sobre as conseqüências deste isolamento do país. “É preciso ficar muito cauteloso para aceitar essas medidas”, declarou o chanceler japonês Koichiro Gemba, após uma reunião com seu colega francês, Alain Juppé. A afirmação contradiz declarações do ministro japonês das Finanças, Jun Azumi, que ontem anunciou a disposição do Japão em reduzir suas importações de petróleo do Irã, como parte da pressão internacional para Teerã suspender seu programa nuclear.

Nesta sexta-feira será enterrado o corpo do cientista iraniano, morto em um atentado na última terça-feira em Teerã. Mostafa Ahmadi Roshan, de 32 anos foi alvo de uma bomba acionada à distância. Ele era um dos responsáveis pela central de enriquecimento de urânio de Natanz. Ontem o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei prometeu que os responsáveis pela morte do cientista serão punidos. Autoridades iranianas acusaram Israel e os Estados Unidos de estarem por trás do atentado.

 

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