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Síria/Crise

Síria promete o fim dos ataques militares nessa quinta-feira

Imagens da destruição provocada pela ofensiva do exército de Bashar al-Assad na cidade de Homs, no dia 30 de março.
Imagens da destruição provocada pela ofensiva do exército de Bashar al-Assad na cidade de Homs, no dia 30 de março. Reuters
Texto por: RFI
2 min

O emissário da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, recebeu uma carta do governo sírio anunciando o fim das operações militares em todo o território nesta quinta-feira, 12 de abril, a partir das 6h da manhã, no horário local, meia-noite no horário de Brasília. A oposição diz não acreditar no documento, enquanto Washington questiona a credibilidade das promessas de Damasco. 

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Foi o ministro das Relações Exteriores da República Árabe Síria, Walid Mouallem, quem enviou a carta ao representante da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Otimista, Annan afirmou, durante uma coletiva de imprensa em Teerã, "que se todo mundo respeitar o plano para o fim dos combates, a partir de 12 de abril devemosconstatar uma clara melhora da situação no país".

A decisão do cessar-fogo de Damasco vem acompanhada de uma condição: o direito de reagir de forma proporcional a todos os ataques cometidos por grupos terroristas armados contra civis, forças governamentais ou bens públicos e privados.

O fim das violências é o segundo dos seis pontos do plano de paz de Annan aceito por Damasco e ratificado pelo Conselho de Segurança da ONU em 5 de abril. Como combinado, Annan continuará a trabalhar com o governo sírio e a oposição para assegurar a aplicação de todos os tópicos do documento.

Reações

A oposição síria demonstrou ceticismo diante da promessa feita por Damasco. Os opositores as regime de Bachar al Assad afirmam que a violência continua no país e que nenhum sinal leva a crer que as operações militares serão interrompidas nessa quinta-feira.

Do lado norte-americano, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas Susan Rice também exprimiu suas dúvidas quanto às promessas de Damasco. Segundo ela, a violência continua crescente na Síria, o que elimina toda a credibilidade das promessas de cessar-fogo feitas pelo governo sírio.

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