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Rússia/ governo

Medvedev assume como primeiro-ministro de Vladimir Putin

Presidente Vladimir Putin (frente) pediu apoio dos parlamentares à nomeação de Dimitri Medvedev (fundo).
Presidente Vladimir Putin (frente) pediu apoio dos parlamentares à nomeação de Dimitri Medvedev (fundo). REUTERS/Maxim Shemetov
Texto por: RFI
3 min

O Parlamento russo confirmou nesta terça-feira o ex-presidente Dmitri Medvedev como primeiro-ministro, completando a permuta de cargos entre os dois maiores líderes do país, um dia após Vladimir Putin ser empossado como presidente no lugar de Medvedev. Senadores na Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento em que o partido governista Rússia Unida detém a maioria dos assentos, aprovaram Medvedev em uma votação por 299 votos a favor e 144 contra.

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Putin havia pedido apoio ao seu candidato. Apenas os comunistas e os membros do partido Rússia Justa, de centro direita, se opuseram à nomeação. Nos últimos quatro anos, Medvedev foi presidente e Putin, primeiro-ministro.

“Eu agradeço a confiança de vocês. Vou trabalhar, sem medir esforços, para cumprir as promessas feitas pelo presidente da Rússia e eu”, declarou Medvedev, antes de Puntin assinar o decreto confirmando a nomeação. “Não duvido que os seus esforços constantes e a sua experiência política e de gestão vão ajudar Dimitri Anatolevitch Medvedev a resolver os problemas mais difíceis do posto de primeiro-ministro”, afirmou o presidente.

Putin, que já foi presidente entre 2000 e 2008, tomou posse na segunda-feira para o seu novo mandato. Já Medvedev apresentou as linhas do seu governo em um longo discurso no qual prometeu “consolidar a sociedade e provar que o Estado é inseparável do povo”. Durante todo a sua presidência, Medvedev se manteve à sombra de Putin, que não pôde disputar um terceiro mandato mas foi escolhido primeiro-ministro.

A troca de cargos deixou opositores russos revoltados: a polícia cercou em torno de 150 pessoas que ocuparam um parque próximo ao Kremlin durante a noite. Pelo menos 22 pessoas foram detidas por não atenderem imediatamente à ordem da polícia para se dispersar para permitir a limpeza do parque. Os demais pegaram seus cobertores e foram embora.

Antes do amanhecer, a polícia prendeu também Alexei Navalny e Sergei Udaltsov, dois dos mais carismáticos líderes da onda de protestos dos últimos meses contra Putin. "Que vergonha!", gritavam alguns manifestantes ao serem expulsos.

No domingo, a polícia já tinha reprimido violentamente uma manifestação que havia reunido entre 8 mil e dezenas de milhares de pessoas, segundo a polícia ou os organizadores do protesto. Desde então, pelo menos 750 manifestantes foram detidos.

 

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