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Irã/Nuclear

Irã e potências ocidentais marcam nova reunião em Moscou, em junho

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, ao lado do chefe da delegação do Irã, Saeed Jalili
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, ao lado do chefe da delegação do Irã, Saeed Jalili Reuters/Thaier al-Sudani
Texto por: Leticia Constant
3 min

Depois de dois dias de discussões em Bagdá, no Iraque, representantes do Irã e do Grupo dos Seis, formado pelos cinco países do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, decidiram continuar a rodada de negociações nos dias 18 e 19 de junho, em Moscou. As partes ainda não chegaram a um acordo sobre vários pontos, entre eles, o enriquecimento de urânio a 20%.  

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O anúncio foi feito pela Alta Representante para Relações Exteriores e Política de Segurança da União Europeia, Catherine Ashton, na noite desta quinta-feira. "Vamos manter contatos intensivos com os iranianos para preparar este novo encontro. Claro que os dois lados querem progredir e temos pontos em comum. Mais ainda restam divergências importantes", declarou Ashton, completando que, mesmo assim,  "o Irã está disposto a abordar a questão do enriquecimento de urânio a 20%".

Na saída da reunião, o chefe da delegação iraniana, Saïd Jalili, voltou a afirmar que o Irã "tem o direito absoluto" de enriquecer urânio.

Negociações

As potências ocidentais pedem que o país suspenda o enriquecimento a 20%, ou seja, num alto grau de pureza, suspeitando que o Irã tenha a intenção de fabricar uma bomba atômica. Irã rebate, argumentando que o urânio é para alimentar um reator nuclear que fabrica elementos químicos usados na área médica.

Os ocidentais também esperam que o Irã pare com todas as atividades nucleares na central de Fordo, ao sul de Teerã.

Do lado iraniano, o interesse em negociar com o grupo dos Seis é aliviar o peso o peso das sanções econômicas impostas pela comunidade internacional.

Balanço positivo

O grande desafio desta reunião de Bagdá era solidificar um processo de negociação para resolver a crise em torno do enriquecimento de urânio, assunto que há anos envenena as relações entre o Irã e uma parte das potências estrangeiras, além de representar uma ameaça de conflito armado na região.

O balanço final do encontro pode ser considerado positivo, já que não houve suspensão do diálogo, ao contrário, o prosseguimento das discussões está com data marcada.

 

 

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