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Síria/crise

Turquia fecha suas fronteiras com a Síria

Fronteira da Turquia foi fechada para cidadãos turcos que queiram passar para o lado sírio
Fronteira da Turquia foi fechada para cidadãos turcos que queiram passar para o lado sírio RFI Image
Texto por: RFI
3 min

Alegando "motivos de segurança", a Turquia decidiu fechar todas as fronteiras com a Síria a partir desta quarta-feira. A decisão foi tomada uma semana depois que os rebeldes obtiveram o controle de diversos postos de fronteira do lado sírio. O fluxo de refugiados continua liberado. 

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Segundo o governo turco, a medida é válida somente para cidadãos turcos, que, por motivos de segurança, estão impedidos de cruzar a fronteira. A reabertura dependerá da evolução da situação nas regiões limítrofes. Os estrangeiros que quiserem passar para o lado sírio deverão assinar um documento que os informa sobre perigos que eles podem correr ao deixar o território turco. Na fronteira turco-síria, sete postos de controle estão espalhados ao longo de 877 quilômetros, dos quais, três estão sob poder dos rebeldes e são considerados os principais pontos de passagem de viajantes, como também de mercadorias.

Os postos são Bab al-Hawa, Al-Salama e Jarablus, no norte da Síria. Ao tomarem as instalações de Bab al-Hawa, a cinquenta quilômetros de Alepo, segunda cidade do país, trinta caminhões turcos tiveram suas mercadorias saqueadas e nove foram queimados. A Turquia já abriga mais de 43 mil refugiados sírios, desde o início dos combates, em 2011.

Controle das fronteiras enfraquece o regime

A tomada do controle da fronteira com a Turquia tem o objetivo de reduzir as trocas comerciais entre os dois países. Somente nesta região, passam 40 caminhões com 27 toneladas de frutas, legumes, roupas e eletrodomésticos. Assim, o regime de Bashar al-Assad não poderia se financiar com o dinheiro proveniente dessas trocas comerciais. A ocupação desses postos de fronteira também evitaria que armas cheguem às mãos de fiéis ao regime, o que daria mais força aos rebeldes, já que eles receberiam dinheiro e armamentos oriundos do Catar e da Arábia Saudita. Israel teme que essas armas cheguem às mãos de grupos terroristas, como o Hezbollah. Finalmente, os rebeldes querem aproveitar da proximidade das fronteiras com o Líbano, onde eles estão sendo tratados nos hospitais da cidade libanesa Trípoli.

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