Crise/Japão

Sharp anuncia corte de 5 mil empregos em todo o mundo até 2013

O presidente da Sharp, Takashi Okuda, durante coletiva de imprensa que anunciou o corte de 5 mil funcionários, nesta quinta-feira, em Tóquio.
O presidente da Sharp, Takashi Okuda, durante coletiva de imprensa que anunciou o corte de 5 mil funcionários, nesta quinta-feira, em Tóquio. REUTERS/Issei Kato

O grupo japonês Sharp anunciou, nesta quinta-feira, o corte de 5 mil empregos em todo o mundo até o início de 2013 para tentar restaurar sua rentabilidade. A companhia perdeu 1,4 bilhão de euros de abril a junho deste ano. Segundo a mídia japonesa, este é o primeiro plano de corte de empregos do grupo desde 1950.

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A Sharp também multiplicou por oito a previsão de perda para 2012 e 2013, que chegou a 250 bilhões de euros.

Em um comunicado, a companhia justificou que os resultados exprimem “as condições de mercado mais difíceis do que as previstas inicialmente, especialmente em vista da desaceleração da economia dos Estados Unidos e da Europa, além dos impostos de reestruturação”. Estas taxas, que visam restabelecer a competitividade do grupo reorganizando suas fábricas na Europa, aumentaram para 14,3 bilhões de euros.

No primeiro trimestre deste ano, as vendas de televisores, telefones celulares e outros equipamentos audiovisuais diminuíram em 54,9% sobre o ano, em razão da queda das demandas no Japão e uma diminuição dos preços relacionada à acirrada concorrência, de acordo com a companhia.

Além disso, a venda das placas-mães LCD caíram 18% e dos paineis solares, 18,2%, especialmente devido à baixa demanda europeia.

Para se recuperar, a Sharp aposta em uma parceria com o grupo taiwanês Hon Hai, mais conhecido sob seu nome comercial Foxconn. Ele se tornou o principal acionário da Sharp com uma participação de 10%.
 

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