Egito/violência

Ataque no Egito deixa 15 policiais mortos

O presidente do Egito, Mohamed Morsi.
O presidente do Egito, Mohamed Morsi. Reuters

Pelo menos 15 soldados egípcios foram mortos neste domingo em um ataque contra um posto policial localizado no Monte Sinai, perto da fronteira entre Egito e Israel, informaram fontes médicas e de segurança. O presidente egípcio, Mohamed Morsi, convocou uma reunião de urgência com o Conselho Supremo das Forças Armadas após o atentado.

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Homens armados vestidos como beduínos do Sinai chegaram a bordo de dois veículos e abriram fogo sobre o posto policial, de acordo com um dos seguranças. O ataque ocorreu perto do terminal de Abu Salem Karm, localizado entre o Egito e Israel.

Os homens fugiram com dois veículos blindados pertencentes à polícia de fronteira, segundo um oficial. Com um dos blindados, eles conseguiram cruzar a fronteira e entrar em Israel.

A agência de notícias oficial MENA noticiou um ataque de "homens armados desconhecidos" contra uma barreira na região de Al-Massoura em Sinai, e uma troca de tiros entre eles e a polícia. A agência confirmou a morte de membros das forças de segurança.

Na manhã desta segunda-feira, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, anunciou a morte de oito militantes do grupo de islâmico radical. De acordo com oficiais egípcios, o ataque foi conduzido por ativistas islâmicos que se infiltraram no país vindos de Gaza por meio de um túnel. Eles teriam sido ajudados por outros militantes do próprio Sinai.

Famoso por seu balneário que atrai muitos turistas, o Sinai é povoado em grande parte por beduínos que por muito tempo foram marginalizados sob o regime de Mubarak. A insegurança no local aumentou desde a queda do ditador, em fevereiro de 2011.

A situação no Sinai se tornou mais difícil após a redução da presença do exército, por causa da desmilitarização da área prevista no acordo de paz egípcio-israelense assinado em 1979. No mês passado, dois soldados egípcios foram mortos por supostos militantes islamitas no norte da Península do Sinai. Militantes islâmicos baseados no Sinai são suspeitos de terem planejado vários ataques com foguetes contra Israel.
 

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