África do Sul/ Violência

Ação que deixou 34 mortos foi em legítima defesa, diz polícia

Ação policial contra mineiros em greve foi em legítima defesa, afirmou chefe da polícia
Ação policial contra mineiros em greve foi em legítima defesa, afirmou chefe da polícia REUTERS/Siphiwe Sibeko

Os policiais que atiraram na quinta-feira sobre um grupo de Marikana, no norte da África do Sul, agiram em nome da legítima defesa, afirmou a chefe da polícia nacional nesta sexta-feira. O primeiro balanço oficial confirmou a morte de 34 mineiros e 78 ficaram feridos.

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“O grupo de grevistas veio em direção à polícia atirando com armas de fogo e exibindo armas perigosas. Os policias recuaram e foram obrigados a usar a força máxima para protegerem suas vidas”, declarou Riah Phiyega em uma entrevista coletiva.

Além de confirmar o número de mortos e feridos, Phiyega informou que 259 pessoas foram detidas por diferentes motivos entre eles o distúrbios da ordem pública, assassinato, tentativa de assassinato, agrupamento ilegal e posse de armas perigosas.

Este foi o primeiro balanço oficial desde o tiroteio que aconteceu na tarde desta quinta-feira. Na manhã de hoje, uma fonte sindical afirmou que o número de mortos era de 36 mineiros.

Para justificar sua ação, a polícia mostrou vídeos com imagens das forças de ordem tentando dispersar os mineiros e negociando com o grupo antes de usar várias opções, como gás lacrimogênio, jatos d’água, granadas e balas de borracha. Um trecho mostra ainda um policial pedindo para que os mineiros se dispersem dizendo: “nós não estamos aqui para parar vocês, nosso único problema são as armas”.

A chefe da polícia explicou que a primeira medida dos policiais foi tentar dividir a multidão em pequenos grupos para desarmar as pessoas mais facilmente, mas que os mineiros teriam rejeitado os pedidos de dispersão e de entregar suas armas.

Riah Phiyega defendeu a decisão de atirar como último recurso. “A polícia começou a usar um mínimo de força, de acordo com à nossa política e à lei.“Só depois que a medida não foi suficiente para parar os manifestantes que utilizamos uma outra opção. E eu acredito, nós acreditamos que (a ação) foi justificada. Não queríamos a morte de ninguém”, afirmou.
 

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